- A Prova Nacional Docente avaliou cerca de 760.118 professores; 266.322 ficaram abaixo de 50 pontos, ou 35% do total.
- A maior falha ocorre em Matemática, com 54,1% dos docentes não proficientes; Artes e Letras também apresentam índices elevados.
- Entre os que foram considerados proficientes, 183.983 atingiram o padrão 2 (37,2%).
- O MEC afirma que o Brasil tem demanda anual de 118 mil professores, e há quase meio milhão de profissionais proficientes à disposição das redes.
- Nos cursos de licenciatura, 60,5% dos concluídos em educação a distância receberam nota 1 ou 2 no Conceito Enade, frente a 26,1% nos presenciais.
Mais de um terço dos professores avaliados pelo MEC não atingiu o nível mínimo para lecionar, segundo a Prova Nacional Docente (PND). O exame, criado pelo ministério, reuniu dados de 760.118 docentes de todo o país.
A pontuação abaixo de 50 em 100 indica não proficientes. No total, 266.322 professores ficaram abaixo desse patamar, representando 35% dos participantes. A avaliação ocorreu pela primeira vez e envolveu 1508 municípios, incluindo 18 capitais, além de redes estaduais.
A área de Matemática foi a mais afetada, com 54,1% dos docentes não proficientes. Em seguida aparecem Artes (50,1%) e Letras (39,3%). Ciências Humanas e Ciências tiveram os melhores índices de proficiência entre as áreas avaliadas.
Para os que estavam abaixo do nível básico, o MEC destacou que os resultados servirão para orientar políticas de formação continuada. O ministério informou que analisará as áreas para orientar redes que promovem programas de capacitação.
Entre os docentes considerados proficientes, 183.983 atingiram o Padrão 2, o que equivale a 37,2% desse grupo. O total de profissionais aptos, segundo o MEC, indica disponibilidade para atender a demandas anuais de aproximadamente 118 mil professores.
O MEC ressaltou ainda que a PN D não exige ingresso na carreira, mas pode ser usada pelas redes para selecionar docentes. Na prática, isso pode influenciar contratações e substituições no ensino público.
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Desempenho de licenciaturas
O MEC divulgou dados do Conceito Enade para cursos de Licenciatura. Ao considerar somente cursos com participantes, 38% ficaram com notas 1 ou 2, as mais baixas. Isso aponta pior desempenho entre cursos de licenciatura a distância (EAD), com 60,5% nessas faixas, frente a 30,7% nos presenciais.
O governo já limitou licenciaturas a distância desde maio do ano anterior, adotando o modelo semipresencial com 50% de carga presencial. A definição de carga horária está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE) com votação prevista para 23 de junho.
A avaliação também mostrou que 53,1% dos concluintes de cursos a distância não foram proficientes, contra 26,1% nos presenciais. Entre as instituições privadas, o índice de não proficientes ficou acima de 53%.
O ministro da Educação apontou que a prática de manter metade da carga presencial vem sendo discutida desde 2024 e que a decisão final depende do CNE, que deve considerar o novo insumo dos resultados da PND.
A secretária de Regulação explicou que alguns concluintes ingressaram em cursos sob regras antigas, quando a educação a distância era permitida. Esses cursos estão sendo extintos e a renovação de autorização dependerá de comprovação de melhorias.
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