Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Custos do ensino superior na França sobem para estudantes fora da UE

Novas mensalidades para estrangeiros não europeus na França elevam custo de graduação para €2.895 e mestrado para €3.941, a partir do próximo ano letivo

Tradicional universidade Sorbonne foi uma das que haviam decidido não aplicar as regras de anuidades diferenciadas para alunos não-europeus, em vigor desde 2019.
0:00
Carregando...
0:00
  • Decreto do Ministério da Educação Superior da França estabelece novas mensalidades para estudantes fora da União Europeia a partir do próximo ano letivo: graduação passa a € 2.895 por ano e mestrado para € 3.941, quase 17 vezes acima dos valores atuais.
  • Atualmente, graduação custa € 178 e mestrado € 254; mudança faz parte do plano “Choose France for Higher Education” divulgado em 20 de abril.
  • Universidades públicas reduzirão a margem de isenções para 20% até setembro de 2028; apenas estudantes já matriculados em graduação poderão manter as tarifas atuais.
  • Governo diz que medida busca equilíbrio financeiro e atrair estudantes de alto potencial, seguindo modelos de países anglo-saxões; o ministro Philippe Baptiste comentou a necessidade de abrir o país a perfis que mais precisa.
  • Também há promessa de facilitar vistos de trabalho após os estudos e criação de uma força-tarefa para tratar direitos de estudantes internacionais; protestos sindicais estão marcados para 26 de maio, com nova mobilização já ocorrida.

A França oficializou nesta quarta-feira 20 a elevação do custo do ensino superior para estudantes que não são da União Europeia. Um decreto do Ministério da Educação Superior estabelece novas mensalidades para o próximo ano letivo, com aumentos expressivos em cursos de graduação e mestrado. A medida faz parte do plano Choose France for Higher Education, anunciado em 20 de abril.

A partir do próximo ano, estudantes não europeus pagarão 2.895 euros por ano em cursos de graduação, ante 178 euros hoje. Nos mestrados, o valor sobe de 254 euros para 3.941 euros. A mudança visa reequilibrar as finanças das universidades públicas e reforçar o valor dos diplomas franceses.

A nova política restringe as isenções de mensalidades concedidas a estudantes estrangeiros, com redução gradual da margem para 20% até setembro de 2028. Apenas alunos já matriculados em cursos de graduação poderão manter as tarifas atuais.

O governo afirma que a medida pode atrair estudantes de alto potencial, seguindo modelos de países anglo-saxões, e que a França precisa de mão de obra qualificada. O ministro Philippe Baptiste ressalta a abertura do país a perfis desejados, mantendo o ensino como indicador de qualidade.

Para facilitar a permanência após os estudos, o governo destacou medidas de visto de trabalho e, junto com o ministro do Interior, lançou uma força-tarefa para enfrentar violações de direitos de estudantes internacionais. O objetivo é apresentar soluções para o início de 2026.

Baptiste explicou que manter talentos no país depende de permissões de permanência oportunas. A avaliação é de que estudantes internacionais que desejam permanecer devem ter caminhos claros e eficientes para trabalhar na França.

Sindicato e estudantes reagiram. Representantes de uma coalizão de sindicatos promovem protestos para pressionar o governo a recuar da medida, com nova manifestação marcada para 26 de maio. A mobilização visa ampliar o debate sobre o impacto financeiro.

Autoridades destacam que a medida afeta as universidades públicas e citações de custos devem ser verificadas junto aos órgãos oficiais. A AFP apurou detalhes do decreto e das respostas governamentais, sem evolução final do impasse.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais