- Decreto do Ministério da Educação Superior da França estabelece novas mensalidades para estudantes fora da União Europeia a partir do próximo ano letivo: graduação passa a € 2.895 por ano e mestrado para € 3.941, quase 17 vezes acima dos valores atuais.
- Atualmente, graduação custa € 178 e mestrado € 254; mudança faz parte do plano “Choose France for Higher Education” divulgado em 20 de abril.
- Universidades públicas reduzirão a margem de isenções para 20% até setembro de 2028; apenas estudantes já matriculados em graduação poderão manter as tarifas atuais.
- Governo diz que medida busca equilíbrio financeiro e atrair estudantes de alto potencial, seguindo modelos de países anglo-saxões; o ministro Philippe Baptiste comentou a necessidade de abrir o país a perfis que mais precisa.
- Também há promessa de facilitar vistos de trabalho após os estudos e criação de uma força-tarefa para tratar direitos de estudantes internacionais; protestos sindicais estão marcados para 26 de maio, com nova mobilização já ocorrida.
A França oficializou nesta quarta-feira 20 a elevação do custo do ensino superior para estudantes que não são da União Europeia. Um decreto do Ministério da Educação Superior estabelece novas mensalidades para o próximo ano letivo, com aumentos expressivos em cursos de graduação e mestrado. A medida faz parte do plano Choose France for Higher Education, anunciado em 20 de abril.
A partir do próximo ano, estudantes não europeus pagarão 2.895 euros por ano em cursos de graduação, ante 178 euros hoje. Nos mestrados, o valor sobe de 254 euros para 3.941 euros. A mudança visa reequilibrar as finanças das universidades públicas e reforçar o valor dos diplomas franceses.
A nova política restringe as isenções de mensalidades concedidas a estudantes estrangeiros, com redução gradual da margem para 20% até setembro de 2028. Apenas alunos já matriculados em cursos de graduação poderão manter as tarifas atuais.
O governo afirma que a medida pode atrair estudantes de alto potencial, seguindo modelos de países anglo-saxões, e que a França precisa de mão de obra qualificada. O ministro Philippe Baptiste ressalta a abertura do país a perfis desejados, mantendo o ensino como indicador de qualidade.
Para facilitar a permanência após os estudos, o governo destacou medidas de visto de trabalho e, junto com o ministro do Interior, lançou uma força-tarefa para enfrentar violações de direitos de estudantes internacionais. O objetivo é apresentar soluções para o início de 2026.
Baptiste explicou que manter talentos no país depende de permissões de permanência oportunas. A avaliação é de que estudantes internacionais que desejam permanecer devem ter caminhos claros e eficientes para trabalhar na França.
Sindicato e estudantes reagiram. Representantes de uma coalizão de sindicatos promovem protestos para pressionar o governo a recuar da medida, com nova manifestação marcada para 26 de maio. A mobilização visa ampliar o debate sobre o impacto financeiro.
Autoridades destacam que a medida afeta as universidades públicas e citações de custos devem ser verificadas junto aos órgãos oficiais. A AFP apurou detalhes do decreto e das respostas governamentais, sem evolução final do impasse.
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