- O Boticário lançou o movimento É Meu, em São Paulo, para ajudar pais a conversarem sobre o corpo com os filhos desde cedo.
- A iniciativa inclui conteúdo educativo, materiais para pais e uma música lançada em parceria com artistas do projeto Grandes Pequenos.
- Dados apresentados indicam que seis crianças até 14 anos são estupradas por hora no Brasil, e esse número representa apenas 10% dos casos, já que a maioria não é denunciada.
- O movimento tem três frentes: plataforma educativa, adesivo com QR code para vídeos educativos e uma canção infantil para traduzir a mensagem à criança.
- Uma linha do sabonete líquido infantil É Meu terá venda no e-commerce, com 100% da renda destinada ao Instituto Liberta.
O Boticário lançou o movimento É Meu em São Paulo, reunindo especialistas, música e conteúdos educativos para estimular conversas sobre o corpo entre pais e filhos antes que ocorram situações de abuso. O evento ocorreu no Boticário Lab Pinheiros e contou com apresentação da marca.
Dados apresentados durante o lançamento destacaram a gravidade do tema: seis crianças de até 14 anos são estupradas por hora no Brasil, conforme boletins de ocorrência. O número representa apenas 10% dos casos, porque muitos não são denunciados. A informação foi compartilhada pela gerente de comunicação do Instituto Liberta, Renata Greco.
A pesquisa da YouGov, citada pela NSPCC, mostrou que metade dos pais de crianças entre 6 e 17 anos nunca abordou o tema com os filhos. A iniciativa do Boticário surgiu para mudar esse cenário, em parceria com a psicopedagoga Laila Romano. A proposta é transformar a rotina diária, incluindo a hora do banho, em oportunidade de diálogo.
Para a diretora de Branding e Comunicação da empresa, Carolina Carrasco, a ausência do diálogo não é falta de afeto, e sim de ferramentas. Ela afirma que a iniciativa une conteúdo especializado, experiência e linguagem acessível para apoiar famílias na prática.
A psicopedagoga Laila Romano explica que o desafio está na compreensão do tema pelas famílias. O objetivo é reconhecer o corpo, entender limites e promover autonomia de forma gradual, permitindo que a criança pergunte e se expresse ao longo do tempo.
O pediatra Tiago Ribeiro Vannucchi reforça que educação sobre o corpo não estimula sexualidade precoce, mas funciona como prevenção de abuso e de gravidez na adolescência. Ele destaca a necessidade de nomear corretamente as partes do corpo desde cedo.
Renata Greco ressalta que pedir licença antes de tocar e explicar o que está sendo feito ajuda a criança a entender limites. Ela compara com ações diárias, como higiene, para demonstrar respeito ao corpo desde o nascimento.
Como funciona o movimento
O É Meu se apoia em três frentes: uma plataforma educativa com materiais para pais, um adesivo com QR Code em produtos de higiene infantil que leva a vídeos com orientações, e uma música original desenvolvida com o projeto Grandes Pequenos. A ideia é usar linguagem lúdica para facilitar a compreensão.
A canção será veiculada na plataforma S de Samba e nas redes do O Boticário, buscando atingir crianças de forma leve e educativa. Além disso, uma linha de sabonete líquido infantil É Meu será vendida no e-commerce da marca, com 100% da renda destinada ao Instituto Liberta.
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