- A ocupação do prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Paraná completa uma semana, iniciada no dia 14, ao lado da reitoria e acima do restaurante universitário.
- A reitoria informou que houve reunião com o reitor Marcos Sunye e a vice-reitora Camila Fachin; segundo o DCE, Sunye e Fachin não compareceram à reunião marcada para 20 de abril.
- A equipe da Pró-Reitoria de Planejamento e Dados esteve no local, mas, para os estudantes, não houve compromisso com as reivindicações; não há novo encontro agendado. A universidade afirma que participaram da reunião a chefia de gabinete da reitoria, a Proex e a equipe do Plano Diretor, e que a carta foi recebida.
- Entre as reivindicações estão a reforma do prédio, acesso durante as obras, manutenção dos espaços dos centros acadêmicos e a retomada do restaurante universitário do Setor Rebouças, já pago pela instituição; o documento também pede melhorias na iluminação, espaços de acolhimento para vítimas de assédio, apuração de denúncias de violência de gênero e não punição aos ocupantes.
- A UFPR aponta que o prédio apresenta sérios problemas estruturais desde vistorias de 2013, com relatos atualizados em 2025 e 2026, e informou que iniciou obras de recuperação, com restrições ao uso por determinação do Corpo de Bombeiros.
A ocupação do prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR completa uma semana nesta quinta-feira (21). Os estudantes ocupam o espaço ao lado da reitoria, acima do restaurante universitário, desde o dia 14, após uma reunião com o reitor Marcos Sunye e a vice-reitora Camila Fachin. O edifício está desocupado há cerca de seis anos.
Na noite de quarta (20), a reitoria convocou reunião, mas, em vídeo divulgado pelo DCE, Sunye e Fachin não teriam comparecido. A equipe da Pró-Reitoria de Planejamento e Dados (Proplad) esteve no local, mas, conforme o DCE, não se comprometeu com as reivindicações. Não há outro encontro marcado entre as partes.
A UFPR diz ter participado da reunião com a chefia de gabinete da Reitoria, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) e a equipe do Plano Diretor, e afirma ter recebido a carta de reivindicações dos estudantes.
Reivindicações dos estudantes
O documento pede reforma do prédio do DCE, liberação de acesso durante as obras e manutenção dos espaços dos centros acadêmicos, além da retomada do restaurante universitário do Setor Rebouças, já pago segundo o DCE. Também solicitam medidas contra violência de gênero na ouvidoria da universidade.
Entre outras medidas, o texto cita melhorias na iluminação do Campus Politécnico e no Sept, criação de espaços de acolhimento para vítimas de assédio, não punição aos ocupantes e reconhecimento do movimento estudantil como legítimo. Também pedem prioridade na construção de nova moradia estudantil em Curitiba e expansão da Moradia Indígena (Maloca) para Matinhos e Toledo.
Sobre os centros acadêmicos, a universidade informou que não há despejo determinado e que a gestão é responsabilidade das direções dos setores.
Situação estrutural e respostas da universidade
Segundo nota da reitoria, o prédio do DCE apresenta sérios problemas estruturais e de segurança identificados desde 2013 e revisitados em 2025 e 2026. Infiltrações, rachaduras, risco elétrico, hidráulico, elevadores defeituosos, falta de acessibilidade e falhas no sistema de incêndio foram apontados.
A UFPR afirma ter iniciado obras de recuperação que abrangem o DCE, a CEUC, o Restaurante Universitário e a Biblioteca Central, com reparos estruturais, elétricos, hidráulicos e de segurança. A instituição ressalta que, diante dos laudos técnicos, a permanência do edifício não é recomendada e que a recuperação busca segurança para a comunidade.
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