Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PepsiCo impulsiona reciclagem e melhora a vida do catador

PepsiCo lança a Universidade do Catador para alfabetizar, profissionalizar e aumentar a renda de catadores, com meta de três mil beneficiários até junho de 2027 e recuperação de 1.700 toneladas de resíduos

Martin Ribichich, novo presidente da divisão de Alimentos da PepsiCo Brasil: "Juntos, podemos criar iniciativas que cuidem do planeta e das pessoas" (Alessandro Couto / Pepsico/Divulgação)
0:00
Carregando...
0:00
  • Foi lançada a Universidade PepsiCo do Catador, com alfabetização, gestão e inclusão digital, oferecendo bolsas para que catadores estudem sem precisar escolher entre estudar e trabalhar, com meta de alcançar até três mil pessoas até junho de 2027 e recuperar cerca de 1.700 toneladas de resíduos.
  • O projeto, envolvendo a PepsiCo Brasil, o novo presidente da divisão de Alimentos, Martin Ribichich, e a parceria com a Rede Sul de cooperativas e a Universidade Estácio, integra circularidade e impacto social na estratégia de negócios.
  • A iniciativa faz parte do programa PepsiCo Positive, com pilares social (educação e profissionalização), econômico (aumento de renda entre cinquenta e sessenta por cento para catadores autônomos) e ambiental (recuperação de 1.700 toneladas de resíduos em um ano).
  • Embalagens da PepsiCo são, em sua maioria, recicláveis, biodegradáveis ou compostáveis (noventa por cento), com bebidas atingindo noventa e nove vírgos por cento; marcas como H2O e Lipton operam com reciclagem completa e uso de plástico reciclado (rPet).
  • A ideia é expandir o projeto para ser reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) como curso superior, com a profissão de agente ambiental, além de ampliar a capacidade de triagem e processamento nas cooperativas, para fornecer PET reciclado diretamente à indústria.

A PepsiCo anunciou nesta semana a Universidade do Catador, iniciativa voltada a melhorar as condições de vida e de trabalho dos catadores de material reciclável, responsáveis por grande parte da reciclagem no Brasil. O projeto é fruto de parceria com a Rede Sul e a Universidade Estácio.

A ideia é oferecer alfabetização, formação em gestão e inclusão digital, com bolsas de estudo para que catadores possam conciliar estudo e trabalho. A meta é alcançar até 3 mil pessoas até junho de 2027 e recuperar cerca de 1.700 toneladas de resíduos no período.

O lançamento marca o desdobramento de uma estratégia iniciada há 15 anos pela empresa no Brasil, que liga circularidade, cadeia de fornecimento, design de embalagem e geração de renda. A iniciativa é apresentada como parte do modelo de negócios.

Martin Ribichich, novo presidente da divisão de Alimentos da PepsiCo Brasil, destacou que o impacto envolve empresas, consumidores e organizações. Segundo ele, é possível desenvolver ações que cuidem do planeta e das pessoas.

O programa atende a três pilares: social, com educação e profissionalização; econômico, com meta de aumento de renda entre 50% e 60% para catadores autônomos; e ambiental, com recuperação de 1.700 toneladas de resíduos em 12 meses.

Embalagem como estratégia

A ligação entre universidade para catadores e indústria de bebidas passa pelo design de embalagens. Hoje, 90% das embalagens da PepsiCo são recicláveis, biodegradáveis ou compostáveis, chegando a 99,9% no setor de bebidas.

A participação dos catadores na triagem é vista como essencial para manter a cadeia de reciclagem ativa. Pesquisadores internos ressaltam que ouvir quem está na linha de frente gera inovações reais.

Executivos ressaltam que a cooperação entre indústria e cooperativas ajuda a transformar o design de produtos e o pós-consumo em alavancas de melhoria contínua. A visão é ampliar o impacto social sem perder a eficiência econômica.

Os próximos passos preveem o MEC reconhecendo a Universidade do Catador como curso superior e formalizando a profissão de agente ambiental. A ideia é tornar o trabalho na cooperativa uma opção atraente, com melhoria de condições e remuneração.

A Coopersaps, por exemplo, já tem capacidade para triar 40 toneladas diárias, mas opera com 15 por limitações de entrada de resíduos. A meta é ampliar o processamento direto de PET reciclado para a indústria, reduzindo intermediários.

Segundo representantes, a iniciativa busca fortalecer a base da reciclagem por meio de capacitação, inclusão e aumento de renda, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade da capacidade instalada do setor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais