- Kabengele Munanga, nascido em 1940 em Bakwa-Kalonji, Congo Belga, é professor emérito da Universidade de São Paulo e referência da intelectualidade negra brasileira.
- Nesta semana, ele participou do programa Mano a Mano, conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira, em entrevista que celebra sua trajetória.
- Formou-se em antropologia social e cultural pelo Congo em 1969, chegou ao Brasil em 1975 para concluir o doutorado na USP e tornou-se o primeiro professor negro da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
- Entre suas contribuições está a crítica ao mito da democracia racial no Brasil, com obras como Os Basanga de Shaba e As ambiguidades do Racismo à Brasileira.
- Munanga já recebeu títulos de Doutor Honoris Causa de instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, além da Ordem do Mérito Cultural.
O professor Kabengele Munanga participou nesta semana do programa Mano a Mano, apresentado por Mano Brown e Semayat Oliveira. O convidado foi o Afro-congolês-brasileiro, reconhecido como referência da intelectualidade negra no Brasil. A conversa serviu como um momento de referência para a coluna.
Munanga, 85 anos, é professor emérito da USP e figura central da sociologia brasileira. Sua atuação acadêmica inclui pesquisas que moldaram o campo das ciências sociais no país, com orientações e obras que se tornaram referência para gerações de estudantes e pesquisadores.
Nascido em 1940, na aldeia Bakwa-Kalonji, no Congo Belga, Munanga formou-se em antropologia pela Universidade Oficial do Congo em 1969, tornando-se o primeiro antropólogo formado no país. Chegou ao Brasil em 1975 para cumprir doutorado na USP.
Na USP, Munanga tornou-se o primeiro professor negro da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Também ocupou cargos de direção em museus e centros de estudos, contribuindo para o desenvolvimento de pesquisas sobre racismo e identidade.
Entre as obras de destaque, está o estudo sobre o mito da democracia racial no Brasil, tema que perpassa grande parte de sua produção. O trabalho é citado como referência para compreender as dinâmicas étnico-raciais no país.
Munanga recebeu homenagens como o título de Doutor Honoris Causa pela UFRJ e pela UFRB, além de condecorações na Ordem do Mérito Cultural. O conjunto da obra consolida sua posição como uma das principais vozes da ciência social brasileira.
Como ressaltado pelo próprio pesquisador, sua trajetória é marcada pela interseção entre produção acadêmica e militância crítica. A entrevista no Mano a Mano é apresentada como parte de um legado que influencia debates atuais.
O texto reforça a importância de Munanga para as gerações presentes e futuras, destacando a influência de seus ensinamentos na formação de estudantes e pesquisadores no Brasil e no exterior.
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