Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Historiador quilombola viraliza ao abordar apagamento histórico no Brasil

Historiador quilombola viraliza ao questionar o eurocentrismo na educação e anunciar o Sistema Yunaam para resgatar saberes ancestrais

Marú é um historiador quilombola de 27 anos
0:00
Carregando...
0:00
  • Marú, historiador quilombola de 27 anos do Rio de Janeiro, viraliza com vídeos sobre ancestralidade afro-indígena e críticas ao eurocentrismo no ensino.
  • Nascido no Rio, ele tem raízes na comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande, Paraíba; filhos de quilombolas, cresceu distante fisicamente do território.
  • Na universidade enfrentou um ensino eurocêntrico; criou o Sistema Yunaam, um modelo político, econômico e cultural baseado em referências afro-indígenas, latino-americanas e brasileiras.
  • Acredita que a história ensinada nas escolas é majoritariamente europeia e defende que saberes indígenas, quilombolas e africanos precisam ser incorporados, usando as redes sociais como ferramenta educativa.
  • O livro “Sistema Yunaam” está previsto para setembro, buscando transformar conceitos online em aplicações práticas para diferentes áreas da sociedade.

Marú, historiador quilombola de 27 anos do Rio de Janeiro, viraliza ao falar sobre apagamento histórico no Brasil. Em seus conteúdos, ele conecta ancestralidade afro-indígena com críticas ao eurocentrismo no ensino e com reflexões sobre identidade. O método é transformar temas complexos em vídeos didáticos para jovens periféricos.

Nascido no Rio, Marú tem raízes na comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande, na Paraíba. Filho de pais quilombolas, ele manteve vínculos com a comunidade mesmo vivendo na cidade, buscando resgatar a própria ancestralidade por meio da história.

Ao entrar na universidade, ele percebeu a ausência de saberes de origem quilombola e indígena. Formado pela UERJ, ele relata ter encontrado uma história excessivamente eurocêntrica, o que o motivou a desenvolver pesquisas para recuperar saberes ancestrais.

Sistema Yunaam

A partir dessas buscas, nasceu o Sistema Yunaam, apresentado como modelo político, econômico e cultural pautado em referências afro-indígenas e latino-americanas. Marú afirma que o sistema busca representar a cultura brasileira de forma mais ampla do que o prisma europeu.

Ele defende que a história ensinada na escola é majoritariamente europeia, sub-representando povos originários, quilombolas e africanos. Segundo o historiador, é preciso reformular a forma de ensinar para contemplar as perspectivas dos próprios povos.

Marú também comenta que a educação pode moldar o futuro ao valorizar a transmissão histórica pelas comunidades. Para ele, quem carrega as tradições tem papel social central na preservação de memória e saberes.

Redes sociais e educação

Atualmente, os vídeos abordam geopolítica, história do Brasil, culturas afro-indígenas e identidade. O objetivo é tornar conteúdo de difícil compreensão acessível a diferentes públicos, inclusive crianças, segundo o historiador.

Nas redes, o retorno do público tem evidenciado a falta de discussão desses temas em salas de aula. Muitos comentários relatam surpresa com conteúdos que não são ensinados tradicionalmente.

Além da presença online, Marú prepara o livro Sistema Yunaam, com previsão de lançamento em setembro. A obra pretende transformar as propostas discutidas online em aplicações práticas para a sociedade, com foco em ética, respeito à natureza e códigos de conduta. Crédito das informações: Terra Nós.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais