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Volta às aulas ou perdem o semestre, afirma Instituto de Física da USP

Instituto de Física da USP avisa que greve pode levar à perda do semestre, com cancelamento de matrículas de calouros, enquanto negociações seguem em curso

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  • Instituto de Física da USP (IFUSP) informou que alunos em greve podem perder o semestre se não retornarem às aulas até segunda-feira, 25 de maio; calouros terão matrículas canceladas.
  • A paralisação chegará a cinco semanas na próxima semana, conforme o comunicado.
  • Centro Acadêmico do IFUSP (Cefisma) classificou o tom da mensagem como alarmista e afirmou que há negociação em andamento com o Conselho de Graduação.
  • Greve começou em 14 de abril; estudantes chegaram a ocupar a Reitoria, que foi desocupada pela Polícia Militar na madrugada do dia 10. A reitoria criou uma comissão de moderação e diálogo institucional.
  • Reivindicações incluem reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) e melhorias em políticas de permanência, além de abono de faltas e debate sobre o calendário acadêmico; assembleia estudantil está prevista para ocorrer.

O Instituto de Física da USP (IFUSP) enviou um comunicado aos alunos reiterando que quem estiver em greve pode perder o semestre, caso não retorne às aulas na segunda-feira, 25. Para os calouros, a continuidade da paralisação pode levar ao cancelamento das matrículas. A mensagem foi divulgada via canal oficial do instituto.

Ao completar cinco semanas de greve, o IFUSP afirmou que a continuidade da paralisação sem sinalização de retorno comprometerá o calendário letivo e pode resultar na perda do semestre. Calouros seriam desligados, perdendo o vínculo com a universidade.

O Centro Acadêmico Cefisma contestou o tom da comunicação, classificando-o como alarmista, e informou que há negociação em curso com o Conselho de Graduação. A instituição não divulgou novo posicionamento oficial até o momento.

Estudantes da USP que aderem ao movimento ocuparam o prédio da Reitoria entre 9 e 10 de maio, sendo removidos pela Polícia Militar na madrugada de 10 de maio. A reitoria criou uma comissão de moderação para mediar o conflito.

A nota do IFUSP enfatiza a importância da retomada das atividades e a abertura de salas de aula e auditórios para o retorno na segunda-feira, 25. Ainda ressalta a autonomia docente para conduzir as disciplinas durante o contexto de greve.

O Cefisma informou que uma sessão do Conselho de Graduação para aprovar o calendário de 2027 foi adiada para tratar do semestre atual. Uma nova reunião de negociação está marcada para segunda-feira, 25, com participação da reitoria e da representação estudantil.

Entre as reivindicações, os estudantes cobram reajuste do PAPFE, atualmente de 912 reais, para equiparar-se ao salário mínimo paulista de 1.804 reais. Também apontam falhas em políticas de permanência estudantil e críticas a restaurantes universitários.

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