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Bruno Gagliasso revela impacto do TDAH na infância: expulsado de três escolas

Bruno Gagliasso relembra diagnóstico precoce de TDAH na infância e mostra impactos na escola, na carreira e na forma de atuar

Aos 44 anos, Bruno Gagliasso falou sobre viver com TDAH desde a infância e revelou como o transtorno influenciou sua vida e carreira
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  • Bruno Gagliasso, aos 44 anos, revelou ter diagnóstico de TDAH desde a infância e contou como o transtorno impactou sua vida, estudos e carreira.
  • Ele afirmou ter apresentado hiperatividade intensa e dificuldade de adaptação escolar, sendo expulso de três escolas. Também convive com dislexia e disritmia.
  • Segundo o ator, muitas dificuldades foram interpretadas como indisciplina, o que influenciou sua relação com a escola.
  • O TDAH, para Bruno, envolve dificuldade de manter foco em atividades que não despertam interesse, o que afetou escolhas profissionais e a aceitação de papéis.
  • Na atuação, ele disse não decorar textos de forma tradicional, entendendo emoções e sentidos das cenas para memorizar, usando uma abordagem mais emocional.

Bruno Gagliasso, aos 44 anos, relembra o diagnóstico de TDAH que recebeu ainda na infância e analisa como a condição impactou sua vida, desde os estudos até a carreira. O ator falou sobre o tema após compartilhar um vídeo em que esqueceu a roupa e o tênis antes de um treino.

O artista de família, pai de Titi, Bless e Zyan, contou que sempre soube do diagnóstico. Desde pequeno, apresentava hiperatividade, dificuldades de adaptação escolar e foco em atividades sem interesse verdadeiro. O relato foi feito em entrevista ao programa Papo vai, papo vem, do jornal O Globo.

Bruno também descreve como o TDAH, aliado à dislexia e à disritmia, foi visto durante muito tempo como indisciplina. Ele afirma ter sido expulso de três escolas, mesmo recebendo tratamento médico, o que revela desafios enfrentados por crianças com transtornos de aprendizagem.

Forma de atuar influenciada pelo TDAH

O ator diz que a dificuldade de manter a atenção aparece mais quando não há conexão emocional com a tarefa. Ele afirma que não consegue ler textos que não despertam interesse e que só aceita papéis com os quais se identifica de verdade.

Para Bruno, o TDAH não se limita à falta de atenção; trata-se de regularizar o foco em estímulos que movem interesse. A atuação, segundo ele, depende da identificação emocional com o personagem, não da repetição mecânica de falas.

Essa percepção levou o ator a um método próprio na construção de personagens: ele não decorra textos de forma tradicional, mas busca entender emoções, intenções e sentido das cenas antes de memorizar falas, o que se tornou parte de seu processo criativo.

Mesmo diante de conquistas, ele ressalta que lidar com o transtorno envolve escolhas profissionais alinhadas a experiências que gerem identificação emocional, independentemente de ganhos financeiros ou reconhecimento internacional.

Esquecimentos e autoconhecimento

Recentemente, Bruno relatou nas redes sociais um novo esquecimento para o treino, tratando o episódio com humor, mas também como oportunidade de conscientização sobre o TDAH. Ele destacou que já aconteceu de treinar sem roupa, mas pela primeira vez sem tênis.

O episódio gerou identificação com pessoas que vivem com TDAH, que lidam com esquecimentos, distrações e oscilações de atenção. Ao tratar o tema de forma aberta, Bruno mostra que o transtorno não define limitações fixas, mas várias formas de aprender e se relacionar com o mundo.

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