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Baixada Fluminense: meninas avançam em ciência e justiça climática nas escolas

Projeto Meninas pelo Clima, da Uerj, capacita futuras professoras para ampliar o papel de mulheres na ação climática e na gestão ambiental nas escolas públicas

Atividades promovidas com estudantes do ensino médio: drones, georreferenciamento e criação de websites autorais estão entre as ferramentas usadas pelo projeto Meninas pelo Clima para preparar jovens professoras a valorizar o papel crucial das mulheres na ação climática e na gestão ambiental.
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  • O projeto Meninas pelo Clima, da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense em parceria com a Uerj, iniciou em 2025 para valorizar o papel das mulheres na ação climática e na gestão ambiental.
  • Já está em sete escolas estaduais de Duque de Caxias, com 10 turmas e cerca de 230 estudantes, sendo 80% do curso de formação de professores em nível médio.
  • As atividades vão desde diagnóstico de vulnerabilidades climáticas, uso de ferramentas digitais e Photovoice, até oficinas de drones, georreferenciamento, Scratch e Arduino/ESP32, culminando em propostas de intervenção.
  • O evento Todas pelo Clima – COP das Meninas reúne comunidade escolar, pesquisadoras, movimentos sociais e poder público; em 2025 a carta de propostas foi apresentada à Alerj, incluindo a ideia de criar o Parque Estadual do Manguezal do Recôncavo da Guanabara.
  • O projeto busca reduzir desigualdades de gênero em STEM, com base na justiça climática feminista (reconhecimento, redistribuição, representação e reparação) e recebe apoio da Faperj e do CNPq, com divulgação pela Capes.

O projeto Meninas pelo Clima, desenvolvido pelo LabPENSo da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, em parceria com a Uerj, atua desde 2025 nas escolas públicas de Duque de Caxias. A iniciativa prepara jovens professoras para valorizar o papel das mulheres na ação climática e na gestão ambiental.

A proposta busca ampliar a participação feminina em STEM, conectando educação, gênero e meio ambiente com foco na justiça climática. As atividades integram tecnologia, ciência e cidadania, em território da Baixada Fluminense.

O modelo didático do projeto inclui diagnóstico de vulnerabilidades climáticas, atividades vocacionais e produção de evidências por meio de Photovoice. Estão previstas exposições virtuais, uso de realidade virtual e oficinas de drones, georreferenciamento e criação de websites autorais.

A iniciativa conta com apoio da Faperj e do CNPq, e envolve cerca de 230 estudantes de 10 turmas, com 80% no curso de formação de professores no nível médio.

O que é o projeto

Desdobramentos do Meninas pelo Clima incluem a construção de propostas de intervenção para ampliar a participação feminina em decisões climáticas. Ao longo de 2025, as estudantes elaboraram uma carta de proposições voltadas à justiça climática feminista.

A carta foi apresentada à Frente Parlamentar pela Justiça Climática da Alerj, abrindo caminho para possíveis desdobramentos legislativos, como a criação do Parque Estadual do Manguezal do Recôncavo da Guanabara.

Por que é importante

O projeto parte de dados internacionais que indicam maior vulnerabilidade de mulheres a impactos climáticos, especialmente em contextos de menor renda e menos acesso a educação. A UNESCO aponta fatores familiares, escolares e sociais que influenciam a participação de meninas em STEM.

A iniciativa busca reduzir desigualdades ao formar docentes e ampliar o currículo escolar com perspectivas de gênero, meio ambiente e cidadania.

Metodologias e resultados

As atividades comuns envolvem diagnóstico comunitário, produção de registros fotográficos via Photovoice e uso de tecnologias digitais. Drones, georreferenciamento e Arduino/ESP32 integram a coleta de dados meteorológicos com apoio de estações didáticas.

Ao final de cada etapa, as estudantes apresentam resultados em lives, painéis e exposições, conectando território a debates públicos.

Contexto e continuidade

O projeto reforça a ideia de que educação ambiental aliada à justiça de gênero pode capacitar lideranças femininas locais. A divulgação é financiada pela Capes e reforça o papel de mulheres pesquisadoras como referência para comunidades escolares.

A iniciativa promove, ainda, diálogo entre escola, movimentos sociais e poder público, visando ampliar oportunidades educacionais e de participação cívica.

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