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Detentos de presídio em Pernambuco lançam livro sobre memória e recomeço

Grupo de estudantes privados de liberdade no Presídio de Igarassu lança livro de memórias que reitera identidades além da prisão e aposta em recomeço

Detentos de presídio em Pernambuco lançam livro
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  • Estudantes privados de liberdade do Presídio de Igarassu lançaram o livro Escrevendo o Passado, Reescrevendo o Futuro, com relatos de memória, infância, saudade, fé e recomeço.
  • A obra reúne relatos de vinte alunos da Escola Dom Hélder Câmara, unidade educacional dentro do sistema prisional.
  • Os textos foram produzidos em atividades de sala de aula, a partir de memórias afetivas revisitando o passado antes da prisão.
  • O lançamento ocorreu durante programação literária no Recife e também na unidade prisional, com a participação de estudantes, professores e familiares.
  • O projeto integra ações de educação no sistema prisional, incluindo Educação de Jovens e Adultos e iniciativas de leitura e produção textual para promover reconstrução pessoal durante o cumprimento da pena.

Um grupo de estudantes privados de liberdade do Presídio de Igarassu lançou um livro de memórias que reúne relatos de infância, saudade, fé e recomeço. A obra se chama Escrevendo o Passado, Reescrevendo o Futuro e foi produzida por 20 alunos da Escola Dom Hélder Câmara, dentro da unidade prisional.

Os textos foram criados durante atividades na sala de aula, com foco em revisitar memórias afetivas antes do encarceramento. Entre as lembranças aparecem a família, amigos, brincadeiras de rua e sonhos interrompidos, descritos com intensidade e honestidade.

O projeto propôs uma leitura de vida além dos erros que levaram à prisão. Muitos relatos revelam dificuldades para recordar momentos felizes, mas, aos poucos, houve resgate de memórias positivas que nortearam histórias de superação.

Lançamento e participação

A produção literária teve como objetivo estimular a construção de identidade por meio da escrita. Fotografias, conversas e exercícios ajudaram os alunos a desenvolver narrativas pessoais com forte conteúdo emocional.

O lançamento ocorreu durante uma programação literária no Recife, além de apresentação dentro da própria unidade prisional. A cerimônia reuniu estudantes, docentes, familiares e convidados.

Educação e leitura no ambiente prisional

Além do livro, estudantes do presídio participam de projetos de leitura e formação educacional. A rotina escolar inclui atividades da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ações de leitura, interpretação de texto e produção literária.

Projetos desse tipo têm permitido que detentos retomem os estudos e encontrem na educação uma oportunidade de reconstrução pessoal durante o cumprimento da pena.

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