- A Geração Z ficou dividida entre buscar o primeiro emprego e buscar trabalhos com mais propósito, crescimento e qualidade de vida.
- Cresce a procura por formações curtas, objetivas e que acelerem a entrada no mercado de trabalho.
- Estudo global da Deloitte aponta que propósito, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, flexibilidade e desenvolvimento contínuo pesam mais na decisão de carreira do que a estabilidade tradicional.
- O CEBRAC mostra que há demanda por cursos práticos em áreas como administração, tecnologia, logística, atendimento ao cliente e habilidades interpessoais; a rede já formou mais de 2 milhões de alunos em 31 anos.
- Segundo a instituição, jovens valorizam empregabilidade rápida, mobilidade profissional e aprendizado contínuo, com ênfase em competências como comunicação, adaptabilidade, resolução de problemas e inteligência emocional.
A geração Z, nascida entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010, está redesenhando a lógica das relações profissionais no Brasil. O grupo se organiza em dois movimentos principais: busca pelo primeiro emprego e independência financeira, e profissionais já estabelecidos que buscam maior propósito, crescimento, flexibilidade e qualidade de vida.
Essa mudança explicita menor apego às trajetórias tradicionais, com permanência prolongada em uma única empresa deixando de ser prioridade. Jovens passam a buscar ambientes que ofereçam aprendizado rápido, desenvolvimento contínuo e alinhamento com valores pessoais.
Pesquisas globais já sinalizam esse comportamento. Um estudo da Deloitte com jovens de mais de 40 países aponta que propósito, equilíbrio vida e trabalho, flexibilidade e desenvolvimento contínuo pesam mais nas decisões de carreira do que a estabilidade de longo prazo.
Ao mesmo tempo, cresce a procura por formações objetivas com aplicação prática. Cursos profissionalizantes aparecem como caminho para entrada rápida no mercado ou mudança de área e crescimento profissional.
Formação prática e rápida
Recentemente, áreas como administração, tecnologia, logística, atendimento ao cliente, informática e desenvolvimento de habilidades interpessoais ganham destaque entre quem busca aplicação imediata no trabalho.
O CEBRAC, com mais de 2 milhões de alunos formados em 31 anos, observa a transformação no perfil dos estudantes. A rede afirma que jovens chegam com foco na empregabilidade rápida, mobilidade profissional e aprendizado contínuo.
Jéssica Giustino, superintendente de franquias do CEBRAC, aponta que há dois grupos entre esses jovens: quem quer o primeiro emprego e quem busca crescimento acelerado ou mudança de área. Ela destaca a demanda por formações mais práticas, flexíveis e conectadas ao que o mercado exige.
Além da parte técnica, cresce a valorização de competências como comunicação, adaptabilidade, resolução de problemas e inteligência emocional, consideradas essenciais em ambientes digitais, colaborativos e em transformação permanente.
Essa tendência reflete-se no mercado de trabalho brasileiro, influenciando estratégias de contratação, retenção e formação profissional, à medida que a Geração Z define novas prioridades para estudar, trabalhar e construir carreira.
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