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Paris investiga centenas de denúncias de abuso sexual em escolas

Paris investiga centenas de denúncias de abuso por monitores contra crianças em 115 instituições, apontando falhas no recrutamento e na supervisão dos alunos

École élémentaire Titon, em Paris, uma das escolas onde os episódios de abuso teria acontecido
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  • A polícia de Paris investiga mais de 100 denúncias de maus‑tratos, violência física e estupro cometidos por monitores contra crianças de até três anos, em ao menos 115 instituições.
  • Os casos abrangem 85 creches, 20 escolas primárias e 10 pré‑escolas, com falhas apontadas no recrutamento e na verificação dos funcionários.
  • Os monitores são contratados pela prefeitura, não pelo ministério da Educação, costumam receber remuneração por hora e, muitas vezes, recebem pouco treinamento.
  • Uma menina de 3 anos teria sido estuprada em uma escola no oeste de Paris; após outras denúncias, o mesmo monitor foi transferido e teria cometido violência sexual contra outro menino de 3 anos.
  • Grupos de pais e o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, dizem que há um risco sistêmico; o prefeito lançou um plano de 20 milhões de euros para reforçar o monitoramento escolar.

Paris investiga centenas de denúncias de abuso em escolas

A polícia da capital francesa apura mais de 100 relatos de maus-tratos, violência física e estupro cometidos por monitores contra crianças de até três anos, em ao menos 115 instituições. Os inquéritos abrangem 85 creches, 20 escolas primárias e 10 pré-escolas.

Três famílias parisienses apresentaram as denúncias, apontando violações ocorridas durante períodos de cuidado, recreio e atividades extracurriculares. As investigações focam na atuação de monitores recrutados pela prefeitura, sem vínculo direto com as escolas ou com o Ministério da Educação.

Os pais descrevem abusos físicos, privação alimentar e abusos sexuais, sugerindo falhas no recrutamento e na verificação de funcionários. A prefeitura é apontada como responsável pela contratação de monitores, que costumam receber remuneração por hora e pouca formação formal.

Desdobramentos e respostas oficiais

O coletivo SOS Périscolaire acompanha depoimentos e pressiona por transparência, incluindo a divulgação de nomes e fotografias de monitores atuantes. Já o movimento #MeTooEcole afirma que o escândalo alterou a percepção pública sobre a segurança no ambiente escolar.

O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, reconhece falhas sistêmicas e anunciou um plano de 20 milhões de euros para reforçar a supervisão das atividades extracurriculares. A medida visa recuperar a confiança de pais e comunidade escolar.

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