- Professores da USP aprovam greve em apoio aos estudantes parados desde 15 de abril e por reajuste salarial.
- Pedido da categoria: reajuste de 4,39% pelo IPCA mais 3% de ganho real; Cruesp propôs 3,47% a partir de maio de 2026, proposta rejeitada pela Adusp.
- Adusp cobra reabertura das negociações com Cruesp e com o Fórum das Seis; nova assembleia ficou marcada para 1º de junho.
- Estudantes invadiram a reitoria após o fim das negociações em 4 de maio; a PM desocupou o prédio na madrugada de domingo, dia 10, com uso de bombas de efeito moral.
- Polícia afirma ter apreendido drogas, facas, canivetes, bastões e porretes; SSP sustenta que a ação ocorreu por danos ao patrimônio público e para apurar responsabilidades.
Os professores da Universidade de São Paulo (USP) entraram em greve nesta segunda-feira, 25 de maio, para apoiar estudantes paralisados desde 15 de abril e pedir reajuste salarial. A decisão foi tomada na assembleia da Associação de Docentes da USP (Adusp). A mobilização também clama pela não criminalização dos alunos.
A pauta salarial prevê aumento de 4,39% alinhado ao IPCA e ganho real de 3%, acima da proposta do Cruesp de 3,47% a partir de maio de 2026, com base no IPC-Fipe. A Adusp rejeitou a oferta e exige reabertura das negociações com o Cruesp e o Fórum das Seis.
Ponto de tensão e negociações
Os docentes cobram a retomada das negociações com Cruesp e Fórum das Seis, que reúne entidades sindicais e estudantis de USP, Unesp, Unicamp e Ceeteps. Uma nova assembleia foi marcada para 1º de junho para definir os próximos passos.
Pressão sobre a reitoria
O reitor da USP, Aluisio Segurado, manteve três reuniões, porém encerrou as negociações de forma unilateral em 4 de maio. Em 7 de maio, estudantes invadiram a reitoria para pressionar pela reabertura do diálogo.
Desocupação e atuação policial
Na madrugada de 10 de maio, a Polícia Militar desocupou a reitoria após a invasão. A SSP informou danos ao patrimônio público e a apreensão de drogas, facas, canivetes, bastões e porretes no local. Um protesto em 11 de maio terminou em confronto com vereadores da cidade.
Repercussões e demandas estudantis
A Adusp destaca a necessidade de não criminalizar os estudantes e cobra apuração das responsabilidades da PM na desocupação. Também pede a reorganização do semestre acadêmico para minimizar impactos das mobilizações.
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