- O número de trabalhadores com ensino superior no Brasil cresceu 102% em treze anos, passando de 4,4 milhões em 2010 para 8,9 milhões em 2023, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
- Em 2023, a renda média desses profissionais foi de R$ 3.500, prática que representa aumento de 66% desde 2010, mas ainda abaixo do recorde de R$ 4.200 em 2014.
- Especialistas atribuem o maior contingente ao aumento de acesso à educação superior, impulsionado por políticas públicas e expansão do ensino privado.
- A diferença de renda entre quem tem ensino superior e quem tem menos estudo fica em torno de 70%, demonstrando valorização da formação, mas com desigualdades salariais persistentes.
- Setores com maior concentração de profissionais graduados incluem educação, saúde, administração pública e tecnologia da informação, que costumam oferecer melhor remuneração e oportunidades.
O número de trabalhadores com ensino superior no Brasil quase dobrou em 13 anos, segundo o IBGE. A PNAD Contínua aponta crescimento de 4,4 milhões em 2010 para 8,9 milhões em 2023.
Apesar da expansão, a renda média desses profissionais não atingiu o pico registrado em 2014. Em 2023, a remuneração média foi de R$ 3.500, alta de 66% frente a 2010, mas menor que o recorde anterior.
Especialistas apontam que o aumento no contingente corresponde ao maior acesso à educação superior, com políticas públicas e expansão do ensino privado. A renda, porém, não acompanha o ritmo por fatores como desigualdade, concentração de empregos e precarização.
Mesmo com a variação, profissionais com ensino superior mantêm vantagem salarial frente trabalhadores com menos estudo. A diferença média é de cerca de 70%, revelando valorização da formação acadêmica no mercado de trabalho.
Setores como educação, saúde, administração pública e tecnologia da informação concentram a maioria desses profissionais. Essas áreas costumam oferecer melhores condições de carreira e remuneração.
A tendência indica continuidade do crescimento no número de graduados, mas a valorização salarial dependerá de qualificação contínua, inovação e melhoria das condições de trabalho. Fonte: Folhapress.
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