- MPDFT pediu à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal a abertura de investigação preliminar sobre a conduta de um policial em abordagem a uma adolescente em Ceilândia, em frente ao Centro Educacional 06, no P Sul.
- O policial tem cinco dias para informar as providências adotadas, após o caso registrado em vídeo ocorrido no dia vinte e dois de maio.
- As imagens mostram o policial segurando a adolescente pelo casaco, derrubando-a e arrastando-a para o interior de uma quadra, sem a intervenção de outros agentes.
- Segundo a PMDF, a jovem teria desacatado a guarnição e atingido um policial com o celular durante a intervenção; a jovem foi encaminhada à Delegacia da Criança e do Adolescente II, e o policial ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito.
- A PMDF afirmou que a atuação seguiu os princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade e que os fatos serão apurados pelas instâncias competentes, com transparência.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios pediu à Corregedoria-Geral da PMDF a abertura de um procedimento de investigação preliminar sobre a conduta de um policial, suspeito de agredir uma adolescente durante abordagem. O objetivo é apurar os fatos ocorridos.
O episódio ocorreu em 22 de maio, em frente ao Centro Educacional 06, no P Sul, Ceilândia. As imagens registradas em vídeo mostram o momento em que a jovem pediu a presença de uma policial feminina, pedido considerado padrão em abordagens a mulheres, e o militar prende-la pelo casaco.
Segundo o MPDFT, a PMDF tem cinco dias para informar as providências adotadas. A corporação afirma que manterá a apuração sob transparência, com base nas informações disponíveis e nas imagens divulgadas. A jovem foi encaminhada à DCA II, e o policial ao IML para exame de corpo de delito.
Versão da PMDF e desdobramentos
A PMDF diz que a intervenção ocorreu após informações da direção da escola sobre possível venda de entorpecentes em frente ao local. Alega que a jovem teria desacatado a guarnição com ofensas verbais e desobedecido ordens legais, além de ter atingido um policial com o celular, provocando lesão próximo ao olho.
A instituição reafirma que a atuação seguiu os princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade. A corporação se coloca à disposição das autoridades para apurar os fatos e garantir o devido processo legal, incluindo a análise das imagens.
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