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Cólicas menstruais afetam 40% das meninas e levam a faltas às aulas no Brasil

Estudo aponta que quatro em cada dez meninas faltam às aulas por cólicas; 20,5% perdem um dia e 16% entre dois e cinco dias por mês

6 em cada 10 meninas sente cólica moderada ou forte durante o período menstrual
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  • Estudo divulgado pelos institutos Alana e Equidade.info mostra que quatro em cada dez meninas que menstruam faltam às aulas pelo menos uma vez por mês devido a cólicas e outros sintomas.
  • Aproximadamente 3,6 milhões de meninas no Brasil compõem esse grupo; o caso de Ana Beatriz Oliveira, 13 anos, é citado como exemplo.
  • Entre quem faltam, 20,5% perdem 1 dia por mês, 16% perdem de 2 a 5 dias e 0,6% perdem mais de 5 dias.
  • A pesquisa foi realizada com 2.551 estudantes (770 menstruantes), 303 docentes e 181 gestores de redes públicas e privadas de todas as regiões do país.
  • Além disso, 6 em cada 10 meninas que menstruam têm cólicas moderadas ou fortes, o que atrapalha o dia a dia e costuma exigir medicação.

O estudo divulgado nesta quarta-feira (27) aponta que 4 em cada 10 meninas brasileiras que menstruam faltam às aulas pelo menos uma vez ao mês devido a sintomas menstruais. O levantamento é produzido pelos institutos Alana e Equidade.info. A pesquisa também indica que 1 em cada 10 professoras ausentou-se do trabalho por motivos relacionados à menstruação.

O universo pesquisado envolveu 2.551 pessoas ligadas à educação, sendo 770 estudantes que menstruam, 303 docentes e 181 gestores de redes pública e privada nas cinco regiões do país. O objetivo é quantificar o impacto dos sintomas menstruais no dia a dia escolar.

Entre as faltas, a maioria ocorre com mais intensidade da cólica. Dados mostram que 20,5% das ausências são de 1 dia por mês, 16% de 2 a 5 dias e 0,6% ultrapassa 5 dias. Além disso, 6 em cada 10 meninas relatam cólicas moderadas ou fortes.

Impacto nas jovens

Ana Beatriz Oliveira, 13 anos, relata dor intensa desde a primeira menstruação e já pausou atividades como a dança devido ao desconforto. Ela estima ter perdido cerca de 12 aulas neste ano letivo, equivalentes a aproximadamente três dias por mês.

A pesquisa destaca que a dor menstrual é pouco visível e pouco discutida no Brasil. Pesquisadores ressaltam a necessidade de ampliar o diálogo entre alunos, pais e profissionais de saúde para reduzir a subnotificação e melhorar o acesso a tratamento adequado.

Percepção e educação para todos

Entre os meninos, 36,8% indicam não pensar muito sobre o tema, enquanto entre as meninas esse percentual é de 19,7%. A maioria reconhece que a menstruação pode atrapalhar atividades escolares e esportes, mas ainda há lacunas sobre o assunto nas escolas e na sociedade.

O estudo aponta que a incidência de faltas aumenta com a gravidade das cólicas. Pesquisas complementares indicam que objetos de saúde pública, como o SUS, podem subnotificar casos de dores menstruais incapacitantes, reforçando a necessidade de dados mais precisos.

Contexto e desdobramentos

Especialistas destacam a importância de incluir de forma estruturada a educação menstrual nos currículos e de envolver toda a comunidade escolar na conversa, para reduzir estigmas e melhorar o acolhimento. A pesquisa reforça que a dor menstrual é um problema de saúde pública que afeta educação e qualidade de vida de meninas e mulheres.

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