- Estudo do IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde, aponta que quarenta por cento das meninas faltam às aulas por cólicas menstruais.
- O levantamento estima que cerca de 3,6 milhões de meninas deixam de frequentar a escola durante o período menstrual.
- A maioria não busca tratamento adequado, o que pode agravar o problema.
- Especialistas destacam impactos na saúde física e mental, além de prejudicar o desempenho escolar e o desenvolvimento social.
- A Secretaria de Saúde defende políticas públicas para ampliar o acesso a produtos de higiene menstrual e orientações médicas, visando reduzir o absenteísmo por dismenorreia.
No Brasil, 4 em cada 10 meninas faltam às aulas por cólicas menstruais. A dor menstrual é responsável por parte expressiva das ausências escolares entre adolescentes, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (27).
O levantamento, elaborado pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, aponta que cerca de 3,6 milhões de meninas deixam de ir à escola durante o período menstrual. A pesquisa registra que grande parte não busca tratamento adequado.
A dismenorreia, nome técnico para a dor, tem causas variadas, entre elas fatores hormonais e inflamações. O estudo mostra que a falta de tratamento agrava o quadro e pode impactar a saúde física e mental, além do rendimento acadêmico.
Dados do estudo
A pesquisa ressalta a necessidade de maior conscientização sobre saúde menstrual e de ampliar o acesso a informações e serviços de saúde para adolescentes. A educação sobre o tema é apontada como ferramenta para reduzir estigmas.
A Secretaria de Saúde reforça a importância de políticas públicas que garantam acesso a produtos de higiene menstrual e orientação médica, visando reduzir o impacto da dismenorreia na vida escolar.
A maioria das meninas com dor mensaI não encontra tratamento eficaz por limitações de recursos ou desconhecimento. O estudo enfatiza ações de saúde pública mais humanizadas para assegurar direitos e frequência escolar.
Maria Clara, 15 anos, contou que as cólicas já a fizeram ficar em casa várias vezes, chegando a impossibilitar levantar na cama. A fala revela o efeito direto da condição no cotidiano escolar.
Especialistas orientam buscar avaliação médica para dores intensas ou repetidas. Tratamento adequado pode melhorar qualidade de vida e desempenho escolar, segundo os especialistas ouvidos pela pesquisa.
O estudo reforça a necessidade de ampliar a oferta de serviços de saúde para adolescentes e de reduzir o estigma relacionado à saúde menstrual. A mensagem central é garantir que meninas permaneçam na escola sem barreiras de saúde.
Entre na conversa da comunidade