- O Instituto Senders atua no acolhimento diário de famílias em extrema vulnerabilidade em Balneário Camboriú, Camboriú e cidades vizinhas, com foco em crianças vítimas de abandono.
- Fundado em 2021, o instituto desenvolve projetos em quatro pilares: educação e oficinas, cultura e arte, esporte para inclusão e assistência social, com mais de 30 mil refeições quentes mensais.
- A manutenção das ações depende de parcerias com o setor privado, doações e apoio público; informações de colaboração estão no site oficial.
- Dados nacionais indicam aumento de violência contra crianças e adolescentes, com cinquenta e seis vírgula cinco por cento das vítimas de violência sexual em mil vinte e cinco sendo de 0 a 17 anos, e cerca de 1,6 milhão de adolescentes em trabalho infantil em mil e vinte e quatro.
- Desafios para reduzir a vulnerabilidade incluem desigualdade social, desestruturação familiar, falta de políticas públicas efetivas e necessidade de continuidade dos projetos, segundo o Instituto Senders.
O Instituto Senders atua em Balneário Camboriú, Camboriú e municípios vizinhos, oferecendo acolhimento diário a famílias em situação de vulnerabilidade social. O foco está em comunidades historicamente impactadas pela desigualdade, como Vila Fortaleza e Tabuleiro, com ações voltadas à educação, cultura, esporte e assistência social.
Fundada em 2021, a instituição organiza oficinas de capacitação, atividades culturais, esportivas e apoio psicossocial. Ao todo, são distribuídas mais de 30 mil refeições quentes mensais para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
A sustentabilidade das ações depende de parcerias com o setor privado, de doações da sociedade e de apoio público. O instituto ressalta que o suporte é essencial para manter atividades educativas, alimentação e acompanhamento psicossocial.
Cenário nacional
Um estudo em nove estados aponta que 56,5% das vítimas de violência sexual em 2025 tinham entre 0 e 17 anos. A pesquisa também indica aumento de 56,6% nos casos em comparação com o ano anterior.
Além da violência sexual, o trabalho infantil é outro desafio: em 2024, cerca de 1,6 milhão de adolescentes estavam nessa situação, com fiscalização federal cobrindo menos de 1% dos casos.
Para o Senders, fatores como desigualdade social, desestruturação familiar, falta de políticas públicas e acesso limitado à educação explicam parte do fenômeno. Contextos de violência doméstica, uso de drogas e insegurança alimentar elevam o risco.
Relatos de equipes técnicas da instituição mostram crianças chegando com abalo emocional, marcas de violência e insegurança alimentar severa. Autoridades já reconhecem a relação entre vulnerabilidade econômica e violências contra menores.
Iniciativas e desafios
O Senders destaca que redes de instituições sociais costumam ser o primeiro ponto de acolhimento e que o apoio envolve orientação, atividades educativas e acompanhamento contínuo. As ações complementam políticas públicas e reduzem impactos sociais negativos.
A organização afirma que a integração de oficinas culturais e práticas esportivas favorece o senso de pertencimento e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. O objetivo é afastar jovens de situações de risco.
Entre os principais desafios estão a escassez de recursos, a alta demanda e a complexidade de casos familiares. A articulação com o poder público e a sensibilização da sociedade também demandam esforços constantes.
Para saber mais ou apoiar, o público pode consultar o site oficial do instituto. Além disso, contatos de denúncia de violências contra crianças e adolescentes estão disponíveis pelos canais de proteção social.
Reforço de canais de denúncia: Disque 100, 190, 197 e o Conselho Tutelar local. Instituições sociais atuam como rede de apoio essencial para reduzir vulnerabilidades infantis.
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