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Refeições a 1€ para estudantes em dificuldade na França

França amplia refeições a €1 para todos os estudantes, com custo público de €120 milhões no próximo ano nos restaurantes universitários

Yuqi Yang, a master’s student, regularly makes a trip to the university cafeteria to save money.
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  • A partir deste mês, as refeições de €1, antes restritas a estudantes com bolsa, passaram a ser oferecidas a todos os alunos do ensino superior na França.
  • Em Paris Dauphine, alunos podem escolher entrada, prato principal ( vegetariano, carne ou peixe), acompanhamentos e sobremesa por €1, com opções self-service em dias de aula intensa.
  • Além do prato principal, há opções adicionais por 55 centavos e café por 60 centavos; o cardápio inclui áreas de saladas e pizzas em alguns dias.
  • A medida é bancada pelo governo com um orçamento de € 120 milhões para o próximo ano, contemplando cerca de 950 restaurantes e cafeterias administrados pela CNOUS.
  • Mesmo com apoio, há críticas de estudantes que questionam se o recurso seria melhor aplicado em outras áreas, como moradia estudantil, e há perspectiva de aumento no atendimento e infraestrutura para atender a demanda.

As refeições de €1 chegarem a todos os estudantes franceses, a medida que já era concedida apenas a quem recebia auxílio ou bolsas passou a abranger os cerca de 3 milhões de alunos do ensino superior. A iniciativa propõe oferecer refeições equilibradas por esse valor em restaurantes e cafés universitários, com o objetivo de reduzir o desfold financeiro que levou muitos estudantes a pular refeições.

O governo anunciou a extensão do benefício após uma pesquisa que mostrou que metade dos estudantes costumava ficar sem comer por não ter dinheiro suficiente. A mudança vale para os restaurantes universitários e estabelecimentos da rede pública de alimentação estudantil, geridos pela CNOUS, órgão responsável por moradia e assistência social estudantil.

Na Université Paris Dauphine, por exemplo, o almoço por €1 inclui entrada, prato principal com opção vegetariana, de carne ou peixe, acompanhado de batata e legumes, mais fruta, iogurte, queijo ou doce. Diante da demanda, há também opção de salada, pizza e take-away, com adicionais a preços reduzidos.

Diane Chelkoff, diretora do restaurante da Dauphine, afirmou que a medida permite duas refeições €1 por dia, presenciais ou para viagem. Ela destacou que a maior parte dos pratos é feita localmente, com itens em maioria orgânicos, e que o cardápio é ajustado conforme sugestões dos alunos.

O serviço, que funciona em três horários, atende cerca de 2.400 estudantes por dia durante os dias de aula, com take-away disponível no cafe adjacente. Em setembro, a cozinha deve estar preparada para o aumento de demanda com o início do ano letivo.

Entre os estudantes que almoçam no Dauphine, Théo Pupunat, Jérémy Reyes, Antoine Lebrun e Maxence Lapras relatam aproveitar a variedade e a economia do espaço, com relatos de repetidas visitas diárias. Um aluno de origem chinesa, Yuqi Yang, também elogiou o custo-benefício, destacando o auxílio financeiro.

Na Sorbonne, o restaurante Mabillon serve refeições a preço reduzido para estudantes, com relatos de economia significativa para quem depende de bolsas. A professora Laura Hobson Faure descreveu o prato como surpreendentemente bom, mesmo fora da universidade, onde o custo pago como não estudante foi maior.

Expansão e custos

Entre 2020 e este mês, apenas estudantes com baixa renda tinham direito aos €1, enquanto os demais pagavam €3,30, valor não aumentado por cinco anos. O apoio será financiado com aproximadamente €120 milhões no próximo ano, segundo o governo, que também pediu mais pessoal e equipamentos para atender a demanda prevista.

Embora a medida tenha recebido apoio de entidades estudantis e autoridades, alguns alunos questionaram a aplicação universal, sugerindo que os recursos poderiam ser usados para outras necessidades, como moradia estudantil ou melhorias na qualidade de alimentação. Mesmo assim, a política foi apresentada como uma forma de equalizar o acesso a uma refeição balanceada e de promover a saúde pública entre jovens.

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