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Como decidir o uso da inteligência artificial na escola e em casa

Papa aponta necessidade de educar sobre quando não usar a IA para evitar imediatismo e proteger crianças, com parceria entre governos, escolas e famílias

Papa Leão XIV publicou a encíclica Magnifica Humanitas sobre IA (Foto: EFE)
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  • O papa afirma que é preciso educar as pessoas para saber quando e por que não usar a inteligência artificial, pois a rapidez da tecnologia pode sufocar perguntas profundas e a busca pela verdade.
  • Ele sustenta que a facilidade de obter respostas prontas cria imediatismo, cansaço, tédio e menos esforço para entender a realidade.
  • O pontífice aponta riscos da exposição precoce a telas: sono prejudicado, atenção comprometida e controle emocional fragilizado, além de vício digital e acesso a conteúdos inadequados.
  • Propõe parceria entre governos, escolas e famílias para políticas públicas de longo prazo que protejam crianças dos interesses de lucro das plataformas digitais, elogiando leis que limitam idade e responsabilizam empresas.
  • Sugere que as escolas não concorram com a velocidade do mundo digital, mas ofereçam tempo para convivência, repensem avaliações e treinem professores para formar cidadãos críticos e criativos, não apenas consumidores.

O papa alerta sobre o uso da inteligência artificial em casa e na escola, destacando a necessidade de saber quando não usar a tecnologia. Ele sustenta que a rápida velocidade da IA pode sufocar a nossa curiosidade e o questionamento da verdade.

Segundo o pontífice, respostas prontas ajudam a cultura do imediatismo, gerando cansaço, tédio e menos esforço para compreender a realidade. O aprendizado real, afirma, exige paciência e tempo, algo que a máquina pode tentar substituir.

Além disso, o líder da Igreja Católica lembra que toda tecnologia molda o comportamento e a mente de quem utiliza. O alerta se volta para o papel da educação na construção de hábitos críticos diante da IA.

Pontífice enfatiza educação sobre IA

A exposição precoce a telas sem supervisão é citada como fator que prejudica sono, atenção e regulação emocional. Riscos maiores incluem vício digital, isolamento social, bullying e acesso a conteúdos sensíveis para menores.

O papa também aponta a necessidade de políticas públicas de longo prazo envolvendo governos, escolas e famílias. Ele elogia leis que limitam idade de uso e responsabilizam empresas digitais pela segurança online, em vez de sobrecarregar apenas os pais.

Novo papel das escolas na era digital

As escolas não precisam competir com a velocidade da internet, mas oferecer tempo para convivência e construção de confiança. É preciso repensar avaliações e oferecer formação contínua aos docentes, para estimular pensamento crítico e criatividade.

A reportagem original é baseada em informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundamento, consulte a matéria completa.

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