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94% dos professores de matemática veem sentido na profissão

Professores de matemática veem sentido na profissão; redução de desigualdades é principal desafio e exige formação continuada e ações públicas

Brasília (DF), 24/10/2024 - Professor do colégio Galois, Samuel Rbeiro Costa, em sala de aula com alunos na preparação nos últimos dias antes da prova do Enem 2024. Educação ensino escola aluno analfabetismo Foto: José Cruz/Agência Brasil
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  • A pesquisa ouvida mais de cinquenta e sete mil professores de matemática da educação básica pública, em mais de vinte e quatro mil escolas, de cerca de setenta e cinco por cento dos municípios brasileiros.
  • Mais de noventa e quatro por cento consideram o trabalho significativo; mais de noventa e um por cento estão satisfeitos com o próprio desempenho profissional.
  • Nove em cada dez acreditam que todos os estudantes podem aprender matemática, mas quatro em cada dez concordam plenamente com essa ideia.
  • Setenta e quatro por cento afirmam que, com esforço, conseguem ensinar alunos com maior dificuldade, porém apenas trinta por cento concordam totalmente com essa afirmação; dois em cada dez demonstram plena segurança na escolha de estratégias pedagógicas.
  • O estudo aponta desafios em equidade e inclusão: sessenta por cento dos docentes de Anos Iniciais a Ensino Médio se sentem preparados para trabalhar com equidade, com índices menores entre as etapas, e mais de noventa por cento contam com apoio da gestão, mas apenas cerca de vinte por cento têm confiança plena entre colegas.

Mais de 94% dos professores que atuam no ensino de matemática na educação básica pública veem seu trabalho como significativo e com propósito. O levantamento envolveu mais de 57 mil docentes, em 24 mil escolas, em 75% dos municípios brasileiros. A pesquisa foi conduzida pelo MEC, em parceria com Consed e Undime, com apoio técnico de Itaú Social, Iede, Porvir e Rede Conhecimento Social.

A esquisa aponta que 91% estão satisfeitos com o próprio desempenho profissional. Além disso, cerca de 90% concordam que todos os estudantes podem aprender matemática, embora apenas 40% expressem concordância plena, indicando uma esperança que ainda não está consolidada.

Mais de 74% afirmam que, com esforço, é possível ensinar alunos com maior dificuldade; no entanto, apenas 30% concordam plenamente com essa afirmação. Também há menor segurança na escolha de estratégias pedagógicas, com apenas 20% dizendo-se plenamente confiantes.

Desafios e percepções por etapa

Setenta por cento reconhecem responsabilidade pelo aprendizado, mesmo com evolução de alunos, mas apenas 10% concordam plenamente com essa ideia. Entre Anos Iniciais, 32% não se sentem confiantes em alguns conceitos; nos Anos Finais e no Ensino Médio, esses índices caem para 14% e 16%, respectivamente.

Apesar disso, o ambiente escolar é apontado como fator de apoio. Mais de 90% dizem contar com a gestão escolar e relações de confiança, enquanto apenas cerca de 20% demonstram confiança plena entre colegas.

Indicadores de preparo e prática docente

Nos Anos Iniciais, 85% se sentem preparados para ensinar conteúdos e 76% para a didática, com 81% prontos para gerir a sala de aula. Em recomposição de aprendizagem, as taxas ficam em 63% e 56% para equidade e inclusão.

Já nos Anos Finais e no Ensino Médio, a percepção de preparo é maior, principalmente para conteúdo (97% e 98%) e didática (93%). Avaliação da aprendizagem é reconhecida por 83% e 82%, respectivamente, mantendo a gestão da sala entre 90% e 86%.

Contexto de implementação e divulgação

Os dados foram apresentados no 1º Seminário Internacional do Compromisso Nacional Toda Matemática e Reunião Técnica com as Redes, em Brasília, de 1º a 3 de junho. A Escuta Nacional integra o CNTM, política pública instituída em 2025 para qualificar políticas de matemática nas escolas públicas.

As informações reforçam o interesse em formação continuada, currículo e apoio pedagógico, além de apontar fragilidades em equidade, inclusão e recomposição da aprendizagem, que demandam ações públicas direcionadas.

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