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Especialista alerta sobre queda de universidades brasileiras em ranking mundial

Especialista alerta que instabilidade nos investimentos e baixa previsibilidade afetam pesquisa e formação de novos doutorandos, ampliando fuga de talentos

USP caiu uma posição no ranking; ainda assim, especialista diz que é motivo de orgulho
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  • 45 das 52 universidades brasileiras presentes na lista de melhores do mundo caíram no ranking mundial de 2026, segundo o Centro de Rankings Universitários Mundiais.
  • A Universidade de São Paulo (USP) caiu uma posição, ficando em 119º lugar, ainda assim vista como destaque pelo especialista.
  • O especialista Rafael Parente diz que a instabilidade e o baixo financiamento da pesquisa no Brasil ajudam a piorar o desempenho, não apenas o foco institucional.
  • Ele ressalta que a incerteza de bolsas de estudo para doutorandos atrapalha trajetórias formativas e a renovação geracional da ciência.
  • Pesquisadores brasileiros buscam oportunidades no exterior, com a China sendo citada como exemplo de educação com investimento estável e planejamento de longo prazo.

A queda de 45 das 52 universidades brasileiras presentes na lista dos melhores do mundo em 2026 acende alerta sobre o desempenho do ensino superior no país. O levantamento foi divulgado pelo Centro de Rankings Universitários Mundiais nesta segunda-feira.

A divulgação aponta baixa continuidade da qualidade da pesquisa e do ensino, associada à maior competição internacional. A USP ficou em 119º lugar, uma queda de uma posição, ainda mantendo destaque entre as instituições brasileiras.

Para o especialista Rafael Parente, o descenso é preocupante, mas o que mais preocupa é a imprevisibilidade do financiamento à pesquisa no Brasil. Ele sustenta que o problema não é apenas o valor atual, mas a frequência de cortes e incertezas.

Investimento e descontinuidade no apoio à pesquisa

Parente afirma que a instabilidade de recursos prejudica a formação de doutorandos e a renovação geracional da ciência. Segundo ele, a trajetória de bolsas pode sofrer alterações entre anos consecutivos, o que desestimula a continuidade dos estudos.

Analistas observam que muitos pesquisadores brasileiros buscam oportunidades no exterior em razão da estabilidade de financiamento. A China é citada como exemplo de gestão estratégica de recursos, com investimentos sustentados há décadas.

Perspectivas internacionais e sinais de melhoria

O especialista destaca que o sucesso internacional depende de planejamento de longo prazo. Mesmo com financiamento por aluno não sendo elevado, o investimento contínuo aponta para resultados saudáveis ao longo do tempo.

Parente comenta ainda que, historicamente, o país precisa de políticas previsíveis para ciência e tecnologia. A imagem de sinais de melhoria depende de compromisso financeiro estável e de planejamento estratégico de longo prazo.

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