- A Câmara Municipal do Rio de Janeiro vai realizar uma audiência pública no dia 23 de junho para debater homeschooling.
- O debate foi motivado pela repercussão da decisão da Justiça do Rio Grande do Sul que determinou o fim da educação domiciliar para os seis filhos do influenciador Tiba Camargos e de sua esposa Déa Camargos.
- A audiência foi anunciada pelo vereador Rogério Amorim (PL) e visa reunir parlamentares, especialistas, famílias que praticam o ensino em casa e representantes da sociedade civil.
- A discussão ocorre durante a tramitação do Projeto de Lei nº 1778/2025, de Alana Passos (PL), que cria um protocolo municipal de acompanhamento pedagógico para famílias em educação domiciliar.
- Os Camargos afirmam que vão recorrer da decisão gaúcha, argumentando insegurança jurídica pela ausência de legislação específica sobre homeschooling.
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro vai sediar uma audiência pública sobre homeschooling, também chamado ensino domiciliar. O encontro está marcado para 23 de junho e foi anunciado pelo vereador Rogério Amorim, do PL. A proposta reúne parlamentares, especialistas, famílias que adotam o modelo e representantes da sociedade civil. O objetivo é debater os limites da atuação do Estado na educação e os direitos dos pais que optam pela educação em casa.
A iniciativa ocorre em meio à tramitação do Projeto de Lei nº 1778/2025, apresentado pela vereadora Alana Passos, também do PL. O texto propõe criar um protocolo municipal de acompanhamento pedagógico para famílias em educação domiciliar, com o objetivo de estruturar a atuação pública nesse tema.
Debate municipal sobre educação domiciliar
O debate busca esclarecer aspectos legais, pedagógicos e de proteção de direitos das crianças. A audiência deve ouvir especialistas em educação, representantes de organizações da sociedade civil e famílias que optam pelo homeschooling. A sessão poderá subsidiar futuras decisões locais.
Caso Tiba Camargos
A polêmica envolve o influenciador católico Tiba Camargos e a esposa, Déa Camargos. Em decisão liminar, a Justiça do Rio Grande do Sul mandou que os seis filhos fossem matriculados em escola regular. O casal vinha praticando educação domiciliar desde 2018 e recorre da decisão, alegando insegurança jurídica pela ausência de legislação específica.
A ação partiu do Ministério Público gaúcho, que contestou a prática. A decisão de cassar a educação em casa foi anunciada no fim de maio e prevê multa em caso de descumprimento. O casal afirma que continuará buscando medidas legais para manter o homeschooling.
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