- A estudante de odontologia Ariane Moura Reis acionou a Justiça contra a Universidade Veiga de Almeida (UVA) após a instauração de um processo administrativo disciplinar que pode resultar em expulsão.
- Ariane foi afastada de suas atividades na universidade e alega perseguição e falta de transparência no processo.
- A coautora do Guia Antirracista para Odontologia afirma que a pressão começou após ganhar visibilidade em debates sobre racismo no meio acadêmico e profissional.
- O advogado Hédio Silva Jr., que atua em defesa da estudante, disse que Ariane teve acesso negado a documentos do processo e relatou intimidações após denunciar discriminação.
A estudante de odontologia Ariane Moura Reis acionou a Justiça contra a Universidade Veiga de Almeida (UVA) após a instituição abrir um processo administrativo disciplinar que pode levar à expulsão. Ela foi afastada de suas atividades acadêmicas enquanto o procedimento tramita. Ariane alega perseguição e falta de transparência por parte da universidade.
O processo envolve a possibilidade de desligamento da aluna, com tramitação administrativa interna. Ariane afirma ter tido o acesso negado a documentos do processo, o que, segundo ela, dificulta a defesa. O caso ocorre em meio a denúncias anteriores de discriminação no atendimento clínico relatadas pela estudante.
Guia antirracista e visibilidade
Ariane é coautora do Guia Antirracista para Odontologia, escrito em parceria com Joice Dias Côrrea e Carol Lemos, lançado com o objetivo de apontar práticas discriminatórias no atendimento clínico. O grupo de advogados que representa Ariane, liderado pelo jurista Hédio Silva Jr., sustenta que a perseguição aumentou após a estudante ganhar destaque em debates sobre racismo no meio acadêmico e profissional.
A defesa da aluna também ressalta que houve intimidações após Ariane denunciar episódios de discriminação. Além da contestação ao processo disciplinar, o foco do processo judicial envolve a transparência de procedimentos e o acesso a informações relevantes para a defesa. A UVA não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo do processo ou as acusações de falta de transparência.
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