- Em Winooski, Vermont, o distrito escolar com cerca de oito centenas de alunos aprovou uma política de santuário para proteger estudantes contra ações de imigração dentro da escola.
- O superintendente Wilmer Chavarria, naturalizado, lidera a postura do distrito, recusando-se a assinar documento do governo sobre o cumprimento de políticas de DEI (iniciativas de diversidade, equidade e inclusão).
- O financiamento federal, que representa cerca de 6% do orçamento local, já é visto como potencialmente vulnerável diante de pressões federais.
- Houve incidentes envolvendo imigração, incluindo a detenção de Chavarria no aeroporto de Houston e o uso de bandeiras somalis na escola, que geraram ameaças e ataques de ódio.
- A experiência de Winooski levou o estado a considerar e, posteriormente, aprovar lei que exige protocolos de atuação contra imigração em todas as escolas.
Na escola de Winooski, em Vermont, um distrito com cerca de 800 alunos anunciou e manteve políticas que protegem estudantes imigrantes contra ações de autoridades de imigração. A superintendent Wilmer Chavarria lidera a comissão em favor de um ambiente escolar seguro, mesmo diante de pressões federais para restringir políticas de DEI.
Na prática, o distrito aprovou no ano passado uma política de escolas-santuário que proíbe a partilha de dados estudantis com autoridades de imigração e exige mandado judicial para acesso ao campus. A decisão ocorreu apesar de o governo federal ter sinalizado cortes de financiamento e revisões de políticas de DEI em escola.
Chavarria, naturalizado e nascido em Nicarágua, já teve contato direto com políticas federais: foi detido por várias horas no aeroporto de Houston ao retornar de viagem familiar. Um segundo estudante foi detido com a mãe durante o recesso de Ação de Graças. Tais episódios intensificaram a defesa da comunidade pela proteção aos alunos.
Contexto local e atuação do distrito
Situado às margens do rio Winooski, o distrito é o mais diverso de Vermont, com quase 60% de estudantes de cor e mais de um terço aprendendo inglês. A cidade tornou-se parte de uma rede de reassentamento de refugiados por décadas, recebendo famílias de diversas nacionalidades.
A medida local inspirou uma legislação estadual, aprovada em resposta a ações federais, que exige protocolos de proteção a imigrantes em escolas do estado. Especialistas em direito migratório destacam que políticas claras ajudam não apenas alunos, mas também o corpo docente diante de dúvidas sobre procedimentos legais.
Impactos na comunidade escolar
Professores relatam efeitos positivos da política de segurança: alunos se sentem vistos e respeitados, o que se reflete no ambiente de sala de aula. Em entrevistas, docentes destacam que o sentimento de apoio pode favorecer o desempenho acadêmico e a convivência entre colegas.
A comunidade escolar também enfrentou ataques e ameaças após o episódio envolvendo a colocação da bandeira somali no pátio da escola. A direção manteve a bandeira exposta como símbolo de apoio a estudantes de origem somali, apesar das tensões públicas.
Situação atual e perspectivas
Embora não haja confirmação de retirada de financiamento federal, o distrito permanece atento a possíveis mudanças políticas. Chavarria afirma que o desfecho seria o mesmo, seja com ou sem recursos, desde que os valores da escola sejam mantidos.
No campus, sinais de tensão são perceptíveis: portas internas permanecem trancadas por medidas de segurança, e há materiais informativos em várias línguas para orientar famílias sobre direitos e procedimentos com ICE. A comunidade segue monitorando o desdobramento de políticas nacionais.
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