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Escola jesuíta de New Orleans paga acordo de sete dígitos por abuso infantil

Escola jesuíta de New Orleans concorda em pagar soma de sete dígitos para encerrar ação de abuso infantil cometida por zeladores há décadas

The Jesuit high school in New Orleans.
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  • A escola jesuíta de New Orleans concordou em pagar soma de seis dígitos (sete figuras) para encerrar ação que acusa agressões sexuais de funcionários de limpeza ocorridas nas décadas de setenta; acordo foi fechado antes do início do julgamento marcado para 15 de junho.
  • O caso faz parte de uma série de acusações sobre abuso sexual de clero, mas não está relacionado à recuperação de falência da arquidiocese de New Orleans, que já firmou acordos no valor de milhões para survivors.
  • Documentos de depoimentos revelam que o ex-presidente da escola e outros líderes reconhecem casos de acusações credíveis contra vários colegas, em uso de décadas de atuação na instituição.
  • Também houve confirmação de que a escola já pagou, ao menos, sete acordos extrajudiciais envolvendo o zelador Peter Modica, ligado a abusos na década de setenta.
  • Outro processo envolvendo o mesmo grupo de advogados segue com julgamento marcado para 21 de setembro; os casos envolvem abusos ocorridos na década de setenta e são tratados separadamente.

Um tradicional colégio jesuítas de New Orleans concordou em pagar uma soma de sete dígitos para encerrar uma ação judicial que acusa abuso sexual de crianças por funcionários de limpeza da instituição, ocorridos há várias décadas.

O acordo foi fechado antes do início do júri, previsto para 15 de junho, na corte distrital civil da cidade. O autor, identificado como H Doe, recorreu ao processo sob pseudônimo há quase seis anos. O advogado dele não confirmou o valor exato, mas não negou se o montante seria de sete dígitos.

A instituição e a ordem religiosa agentes não responderam aos questionamentos sobre o valor. A assessoria do tribunal confirmou que o processo foi resolvido fora dos autos, com a documentação correspondente apresentada na quinta-feira.

Desdobramentos e histórico de casos

Além do caso fechado, outro processo movido pelo advogado Richard Trahant, sob o pseudônimo Jayson Doe, segue em tramitação e prevê júri em 21 de setembro. Ambos os casos envolvem abusos praticados por funcionários da limpeza na década de 1970.

As ações apontam para uma rede de ocorrências que inclui o ex-funcionário Peter Modica, já falecido, que atuou como zelador no colégio, e o também condenado Gary Sanchez. Registros de depoimentos mostram que o ex-presidente da escola, o Rev Anthony McGinn, confirmou que diversos colegas, majoritariamente clérigos, eram considerados credivelmente acusados de abuso.

Além disso, o depoimento de McGinn revelou que a instituição havia quitado pelo menos sete acordos extrajudiciais envolvendo Modica entre 2012 e os anos seguintes. Perguntado sobre a necessidade de checagem de antecedentes, McGinn indicou que tal medida deveria ter sido adotada.

Contexto institucional e impactos

A rede de denúncias está ligada a um escândalo de abuso clerical que levou a Arquidiocese de New Orleans a solicitar proteção por falência em 2020. Os casos em questão, no entanto, não estão vinculados diretamente à falência da diocese, que já chegou a acordo para compensar sobreviventes em cerca de 305 milhões de dólares.

Entre as investigações em curso, depoimentos de lideranças da Jesuit High School destacaram ainda discussões sobre transparência de informações envolvendo confissões religiosas e a obrigação de reportar abusos às autoridades, em situações sensíveis.

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