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Cédulas descartadas viram mobiliário na Escola do Futuro de SP

Escola do Futuro em São Roque transforma resíduos de cédulas em mobiliário, unindo infraestrutura de R$ 18 milhões com ensino digital e sustentabilidade

Móbile de avião feito a partir de resíduos descartados do processo de produção de papel-moeda.
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  • Inaugurada em São Roque, a primeira Escola do Futuro do estado tem orçamento de R$ 18 milhões e área de 8 mil m².
  • A escola atende mais de 900 alunos e trabalha com ensino bilíngue, laboratórios de robótica, espaços de criação (makers) e foco na emergência climática.
  • Quase todo o mobiliário e a comunicação visual são feitos a partir de reciclagem de papel-moeda descartado pela Casa da Moeda; foram utilizadas 50 toneladas neste ano para o projeto.
  • O descarte anual da Casa da Moeda é de cerca de 200 toneladas; o processo transforma o papel-moeda triturado em material plástico resistente por meio de mistura com resinas e diferentes técnicas de moldagem.
  • O currículo envolve preservação ambiental, com hortas, compostagem, plantio de árvores nativas e parcerias locais, com avaliação da viabilidade de ampliar o modelo para outras cidades.

Foi inaugurada em Maylasky, no Distrito de São Roque, a primeira Escola do Futuro de SP. O projeto-piloto, orçado em 18 milhões de reais, reúne infraestrutura digital e ensino técnico para mais de 900 alunos, com foco bilíngue e laboratórios de robótica. O formato busca romper com o modelo tradicional.

A iniciativa é resultado da parceria entre o Instituto Tran$forma, a Casa da Moeda do Brasil e empresas parceiras. Dados da indústria indicam que, durante a fabricação do dinheiro, cédulas com falhas não entram em circulação e são reaproveitadas pela engenharia de materiais, evitando desperdício.

O descarte anual somam cerca de 200 toneladas de papel-moeda. Em 2024, o projeto absorveu 50 toneladas para abastecer o mercado escolar, com apoio de Genchi e Equipa Group. Segundo Patricio Malvezzi, CEO do Instituto Tran$forma, a transformação transforma resíduos em mobiliário escolar de alto desempenho.

Na prática, o mobiliário da escola nasce de um composto obtido a partir das fibras do papel-moeda, tintas e fibras sintéticas. O processo envolve trituramento, recomposição com resinas, moldagem e aplicação em cadeiras, mesas e estruturas do espaço educativo.

Como o dinheiro vira mobiliário

Os itens são fabricados em etapas que incluem calibração do papel triturado, mistura com resinas e a posterior moldagem por alta pressão e calor. O resultado é um material resistente, capaz de suportar impactos e peso de uso diário nas salas e áreas comuns.

A Escola do Futuro integra ainda um calendário de atividades ambientais. A gestão municipal planeja hortas escolares, compostagem e plantio de mudas nativas. Estudar o desempenho pedagógico com esse modelo pode nortear futuras ampliações para outras cidades.

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