- Em Cuba, apagões diários levaram o ano letivo de 2025-2026 a terminar mais cedo, entre 15 e 30 de junho, em escala gradual.
- Em Havana, várias escolas já funcionam com atividades quase interrompidas, afetando o calendário escolar.
- Moradores e pais relatam dificuldades de manter aulas com falta de luz, água e transporte, além de calor intenso.
- A Unesco alertou que a educação no país está em risco devido à crise de energia, dificultando frequência, aprendizado e vida social.
- A crise energética resulta de sanções e medidas dos Estados Unidos, incluindo bloqueios a petróleo, agravando apagões e impactos na educação cubana.
Em Cuba, o ano letivo 2025-2026 foi encurtado devido aos apagões diários que afetam a ilha. A decisão foi anunciada pela ministra da Educação, Naima Ariatne Trujillo Barreto, em maio, com interrupção prevista entre 15 e 30 de junho, em ritmo gradual. A gravidade da crise levou escolas a reduzir ainda mais o período de atividades.
Relatos de moradores de Havana destacam a intensidade da situação. Norki Rigondeaux, 57 anos, contou à agência EFE que a cidade enfrenta falta de luz, água e outros serviços, o que prejudica o funcionamento das escolas. O calor e a má qualidade de sono dificultam a frequência dos alunos.
Segundo a EFE, no início do atual ano letivo, setembro de 2025, nenhuma província registrou 100% de cobertura de docentes. Em Sancti Spíritus e Havana, o preenchimento de vagas ficou atrás de um terço em alguns locais. O quadro docente é agravado pela saída de profissionais e pela dificuldade de transporte.
Contexto energético
Anne Lemaistre, diretora do Escritório Regional da Unesco em Havana, alertou, em 29 de maio, que a educação cubana corre risco devido à crise de energia. A redução de energia dificulta aulas, aprendizagem eficaz e atividades sociais.
Impacto na educação
O panorama é influenciado por sanções e medidas externas. Em janeiro, o governo dos EUA anunciou tarifas sobre exportações de petróleo para Cuba, alegando atividades consideradas hostis. A situação energética se agravou pela suspensão de fornecimentos venezuelanos e ajustes pontuais em março.
Desdobramentos internacionais
Países fornecedores, como o México, interromperam exportações diante da tarifa. A pressão externa também inclui sanções e a menção de Cuba como possível alvo futuro de ações internacionais após eventos na Venezuela e no Irã. O indiciamento de Raúl Castro ocorreu em maio, em relação a mortes de ativistas em 1996.
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