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Estudantes encerram greve de quase dois meses na USP

USP encerra greve de quase dois meses após assembleia: 323 votos pelo fim, 255 pela continuidade; cursos decidem independentemente. Invasão ao prédio central gera detidos e feridos

São Paulo (SP), 21/09/2023 - Ato dos estudantes da Universiadde de São Paulo - USP em frente a reitoria durante a reunião de negociação da greve. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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  • Alunos da USP encerraram a greve de quase dois meses após assembleia do Diretório Central dos Estudantes (DCE), com 323 votos pelo fim e 255 pela manutenção.
  • Decisão determina que os cursos podem decidir, de forma independente, se mantêm ou encerram a greve.
  • Na mesma noite, um grupo de seis jovens invadiu a Administração Central da USP, bloqueando o acesso com barricadas; três seguranças ficaram feridos.
  • A Polícia Militar prendeu os seis envolvidos, que, segundo a corporação, tinham fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, megafone, marreta e estilingue. Houve danos a equipamentos e móveis.
  • O DCE disse não ter relação com a invasão; o grupo invasor afirmou ser independente e contrário ao fim da greve; os detidos foram liberados após ouvidos; o caso foi registrado como lesão corporal grave e dano ao patrimônio público.

Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP), representados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), encerraram a greve que dura quase dois meses. A decisão foi anunciada na noite desta segunda-feira (8), após assembleia realizada no campus.

Na votação, 323 participantes defenderam o fim da paralisação, enquanto 255 votaram pela manutenção. A deliberação ressalta que, a partir de agora, os cursos podem decidir de forma independente se mantêm ou encerram a greve.

Invasão

Na mesma noite, seis jovens entre 18 e 22 anos invadiram o prédio da Administração Central da USP, bloqueando o acesso com barricadas. Três seguranças ficaram feridos; a Polícia Militar prendeu os seis suspeitos.

A PM informou que os detidos estavam com fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, megafone, marreta e estilingue. Houve danos a equipamentos e móveis da universidade.

O DCE afirmou não ter relação com a invasão. Em manifesto online, o grupo que invadiu o prédio se declarou independente e crítico à decisão de fim da greve.

Os suspeitos foram encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, onde foram ouvidos e liberados. O caso foi registrado como lesão corporal grave e dano ao patrimônio público.

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