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Exposição revela obras de docentes que moldaram a história da arte no Brasil

Exposição no Espaço das Artes traz obras de quatro docentes da ECA que receberão o título de Professor Emérito no dia 18

Mural de autoria de Regina Silveira, em cartaz na exposição "4 Eméritos" - Foto: Nina Nassar
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  • Exposição 4 Eméritos reúne obras de Carmela Gross, Regina Silveira, Evandro Carlos Jardim e Carlos Fajardo, docentes da Escola de Comunicações e Artes da USP, em cartaz no Espaço das Artes até o dia 26 deste mês.
  • A mostra, curada por Marco Gianotti, integra as celebrações dos sessenta anos da ECA, que serão completados no dia 16.
  • Entre as obras, destaca‑se a instalação de Carlos Fajardo com espelhos e vidros que provocam a percepção do observador.
  • Regina Silveira apresenta imagens de mãos e uma instalação que explora a relação entre o corpo, a marca humana e a observação.
  • Evandro Carlos Jardim exibe gravuras em metal, incluindo autorretratos e temas urbanos ligados à cidade de São Paulo.

A exposição 4 Eméritos está em cartaz no Espaço das Artes, na Cidade Universitária da USP, até o dia 26 deste mês. A mostra reúne obras de quatro docentes da Escola de Comunicações e Artes (ECA), que no dia 18 receberão o título de Professor Emérito da instituição. A curadoria é do professor Marco Gianotti, da própria ECA, e a iniciativa integra as comemorações dos 60 anos da escola.

As obras ocupam a sala de forma ampla, com contraste de cores marcante entre elas. Em frente à entrada, a instalação de Carlos Fajardo usa espelhos e vidros para provocar reflexos do observador, que se vê entre os espelhos. O efeito busca tensionar a relação entre obra, espaço e percepção.

O que é mostrado e quem são os artistas

À direita, Regina Silveira apresenta imagens de mãos com ênfase nas digitais e linhas do corpo, acompanhadas de um protótipo que demonstra a relação entre obra e observador. Gianotti destaca a obra como uma expressão de marcas humanas que permanecem ao longo da história da arte.

Em frente à obra de Silveira, Evandro Carlos Jardim exibe gravuras em metal, criadas para a tese de doutorado na ECA em 1991. As peças apresentam autorretratos sombreados e referências à cidade de São Paulo, com foco na poética urbana e na relação entre desenho e escrita.

Detalhes de cada artista

Carmela Gross ocupa a sala ao lado com a instalação O Fotógrafo, composta de lâmpadas fluorescentes vermelhas e cavaletes metálicos. Segundo Gianotti, a obra traz dimensão política e social e sugere um campo de visão restrito que envolve o público e o espaço expositivo. Gross estudou na Faap e teve formação de mestre e doutora pela ECA, com atuação docente desde os anos 60.

A mostra fica aberta de segunda a sexta, das 9h às 18h, com entrada gratuita. A curadoria enfatiza que a exposição celebra o legado de quatro docentes que contribuíram de forma significativa para a arte contemporânea brasileira.

Sobre a celebração e o formato da mostra

A dupla função da exposição é apresentar trabalhos de quatro professores que recebem o título honorário no dia 18 e, ao mesmo tempo, marcar os 60 anos da ECA. Gianotti comenta que as obras dialogam com a presença do espectador e com a construção da imagem, reforçando a ideia de que o observador participa ativamente da experiência artística.

A curadoria destaca ainda o caráter interdisciplinar das obras, que incorporam instalações, gravuras e intervenções multimídia. A mostra reforça a importância da trajetória de Carmela Gross, Regina Silveira, Evandro Carlos Jardim e Carlos Fajardo na história da arte brasileira contemporânea.

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