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Guiné Equatorial registra taxa de alfabetização acima de 90%

Guiné Equatorial tem alfabetização acima de 90%, sendo o único país africano com espanhol entre as línguas oficiais, ao lado de francês e português

Conexões Afro-Lusófonas
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  • Guiné Equatorial tem taxa de alfabetização superior a noventa por cento e é o único país africano a ter o espanhol como idioma oficial, ao lado do francês e do português.
  • O conteúdo faz parte do Conexões Afro-Lusófonas #12, com entrevista de professores da Universidade Afro-Americana da África Central e do jornalista Antonio Carlos Quinto sobre educação e cultura no país.
  • O reitor Paulo Speller atribui os baixos índices de analfabetismo à pequena dimensão do território e a uma rede de educação básica altamente capilarizada que alcança quase toda a população.
  • A Universidade Afro-Americana da África Central apoia a criação da Cátedra UNESCO de Educação e Cultura Afro-Hispano-Americana, sediada na Cidade da Paz, com foco na alfabetização, formação de professores e produção de materiais didáticos.
  • Sob a coordenação de Yaurelis Palácios, a Cátedra desenvolve projeto que atende crianças desde a pré-escola até o ensino médio, estruturado em quatro blocos para apoiar o crescimento dos estudantes e o aprimoramento da infraestrutura educacional.

O Guiné Equatorial registra taxa de alfabetização superior a 90%, segundo o episódio de Conexões Afro-Lusófonas. A nação africana tem o espanhol como idioma oficial, ao lado de francês e português, destacando-se no continente nesse aspecto.

No formato de entrevista, professores da Universidade Afro-Americana da África Central (AAUCA) apresentaram dados sobre educação e cultura. Participaram o reitor Paulo Speller, de origem brasileira, e Yaurelis Palácios, venezuelana com apoio pós-doutoral na área de Educação, Sociedade e Ambiente. A conversa contou com a participação do jornalista Antonio Carlos Quinto e do professor Ricardo Alexino Ferreira.

Segundo Speller, o país apresenta redes de educação básica muito capilares, o que contribui para baixos índices de analfabetismo. Ele acrescentou que o território pequeno facilita a cobertura de ensino básico para a população.

Cátedra UNESCO e linhas de atuação

A AAUCA colabora com a criação da Cátedra UNESCO de Educação e Cultura Afro-Hispano-Americana, sediada na Cidade da Paz, em Djibloho. A alfabetização é eixo central da cátedra, junto aos desafios de formação de professores e produção de materiais didáticos, com a participação de Yaurelis Palácio.

Sob a coordenação da professora Yaurelis, a Cátedra desenvolve um projeto que acompanha crianças desde a pré-escola, indo até o ensino médio. A iniciativa compara o nascimento de uma semente da ceiba, árvore nacional, ao desenvolvimento das crianças, segundo a docente.

O projeto é estruturado em quatro blocos: formação de crianças, capacitação de docentes, envolvimento da comunidade e identificação de carências para futuras melhorias na infraestrutura escolar.

Outras iniciativas na AAUCA

A universidade trabalha ainda na criação de uma Academia de Línguas Vernáculas de Guiné Equatorial, ressaltando que o país é o único africano entre 55 que possui o espanhol como idioma oficial. Além do espanhol, francês e português são oficiais, enquanto várias línguas nacionais são faladas pela população.

Speller destacou a população de aproximadamente 1,6 milhão de habitantes e o tamanho territorial de cerca de 28 mil quilômetros quadrados, comparando-o a estados brasileiros como Sergipe.

Desde janeiro, a Guiné Equatorial passou a ter Cidade da Paz como nova capital, substituindo Malabo, conforme decreto presidencial.

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