- Bianca Borges, presidente da UNE, rebate o reitor da USP e afirma que a greve teve caráter político, mas não eleitoral.
- A paralisação de 54 dias, iniciada em abril e encerrada em oito de junho, teve como principal reivindicação o aumento dos auxílios de permanência estudantil.
- O reitor mencionou que a greve extrapolou pautas universitárias e teve motivações eleitorais; Borges diz que a marcha ao Palácio dos Bandeirantes visava pressionar o governo e denunciar o subfinanciamento.
- A principal proposta da reitoria foi elevar o Pafpe de 885 para 912 reais; a UNE sustenta que o valor é insuficiente e que a USP tem margem orçamentária para ampliar investimentos nesta área.
- A assembleia encerrou a greve com 323 votos a favor e 255 contra, mas a dirigente afirma que não houve avanço nas pautas centrais e aponta conquistas pontuais, como linhas gratuitas de ônibus e retirada de uma minuta sobre espaços gerenciados por entidades estudantis.
A presidente da UNE, Bianca Borges, rebateu o reitor da USP, Aluísio Segurado, que havia questionado a motivação eleitoral do movimento estudantil. A greve na USP durou 54 dias e terminou na segunda-feira, sem que fossem atendidas as principais pautas. O principal foco era o aumento dos auxílios de permanência estudantil.
Borges sustenta que a greve teve caráter político, mas não eleitoral, e que defender mais recursos para permanência estudantil e o orçamento da universidade são escolhas políticas. Ela afirma que não houve intenção de apoiar candidatos específicos e que a mobilização buscou pressionar pela continuidade de melhorias na USP.
A dirigente argumenta que a marcha ao Palácio dos Bandeirantes, realizada em maio, ocorreu para denunciar o subfinanciamento das universidades estaduais paulistas, e não para sinalizar impasse nas negociações. Segundo ela, a discussão sobre o orçamento é central para as demandas estudantis.
Reivindicações e avaliação do encerramento
A assembleia geral dos estudantes recomendou o fim da greve por 323 votos a 255. Borges destaca que houve desgaste após quase dois meses sem avanços significativos nas principais pautas, como o aumento da bolsa de permanência e melhorias na alimentação e moradia estudantil. Também houve retiradas de propostas administrativas e criação de linhas de ônibus gratuitás em áreas da Cidade Universitária.
A presidente da UNE afirma ainda que a reitoria não havia assumido compromisso formal de não punir alunos que participaram da paralisação. Ela frisa que o movimento continua vivo, mesmo com o encerramento da greve, e que os problemas não foram resolvidos de imediato. A instituição mantém vigilância sobre futuras ações para avançar as conquistas reivindicadas.
Fontes: declaração da UNE, posicionamentos da reitoria da USP, atas da assembleia estudantil.
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