- Estudante Gabriel Muck, de 19 anos, pretende cursar engenharia de produção pela UFMG, atraído pela atuação em logística, finanças e pelo perfil de “solucionador de problemas”.
- Engenharias como produção, mecatrônica e controle e automação combinam base técnica com gestão de processos e uso de tecnologia, sendo valorizadas por bancos e gestoras por formação analítica.
- O foco da engenharia de produção é melhorar processos, eficiência e qualidade, enfatizando comunicação, trabalho em equipe e organização.
- Controle e automação, parte da Indústria 4.0, desenvolve sistemas autônomos para reduzir intervenções humanas e tarefas de risco, com objetivo de operar com precisão e segurança.
- A mecatrônica integra várias áreas da engenharia em projetos, permitindo desenvolver e operar sistemas automatizados usados em produção, robótica e aplicações em saúde e bioengenharia.
Um estudante de 19 anos define o título de “solucionador de problemas” como a essência da engenharia. Gabriel Muck pretende cursar engenharia de produção na UFMG, atraído pela lógica de logística e financeiro, além de atuar na melhoria de processos.
Antes mesmo de ingressar na graduação, ele já pensa no mercado financeiro. Bancos e gestoras, segundo Gabriel, procuram engenheiros pela formação analítica e pela capacidade de resolver problemas com base científica.
Muitos vestibulandos escolhem engenharia pela afinidade com as exatas, sem conhecer em detalhe a profissão. Gabriel destaca o interesse por matemática e pela possibilidade de aplicar conhecimentos técnicos a diferentes setores.
Áreas como produção, mecatrônica e controle e automação combinam técnica com gestão de processos e uso de tecnologia. Professores ouvidos pela Folha indicam que esse perfil de engenheiro atua para resolver problemas complexos.
O pró-reitor adjunto de graduação da UFMG, Pedro Pereira, ressalta que o essencial é saber investigar problemas e traçar caminhos para chegar a respostas, além de dominar conteúdos.
Na prática, a referência de Gabriel para a profissão foge do estereótipo técnico. O pai, formado em engenharia mecânica, seguiu pela administração, mantendo no dia a dia a lógica de lidar com problemas e soluções.
Por dentro das engenharias
Esta é a terceira reportagem de uma série sobre cursos de engenharia no Brasil, organizada pelo Folha Estudantes para explicar o que se estuda, a formação e onde atuam os profissionais.
Na Unesp, docentes da pós-graduação apontam que o engenheiro precisa ter pensamento analítico e capacidade de lidar com problemas, com foco em melhorar a qualidade dos processos.
Educadores afirmam que as áreas dialogam com diferentes ramos da engenharia e formam profissionais estratégicos para as empresas, inclusive no mercado financeiro, conforme o perfil de Gabriel.
A engenharia de produção forma profissionais para organizar e aprimorar processos, com foco em eficiência e qualidade. A área valoriza comunicação e trabalho em equipe, além de entender pessoas e fluxos.
Na UFRJ, a engenharia de produção é o curso mais procurado. O diretor Sérgio Lima Netto descreve a área como a aplicação de métodos para tornar processos mais rápidos, reduzindo custos.
O controle e automação, também chamada de automação industrial, desenvolve sistemas que operam de forma autônoma. Isso sustenta a Indústria 4.0 e reduz a intervenção humana em tarefas repetitivas ou arriscadas.
A mecatrônica reúne várias áreas da engenharia em um único projeto. Profissionais dessa área criam e operam sistemas automatizados usados em linhas de produção e equipamentos industriais.
De modo geral, esses engenheiros atuam em manufatura, robótica e também em setores como saúde e bioengenharia. A formação permite transitar por funções fora da indústria, inclusive em áreas comerciais e financeiras.
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