- Luciano Hang disse que universidades federais são “guetos da esquerda” e que o atraso do Rio Grande do Sul vem delas, durante inauguração de megaloja em Taquara, no dia trinta de maio.
- No Rio Grande do Sul, a Havan tem vinte e duas lojas.
- A declaração gerou repúdio nas redes e provocou reação do governo e de entidades de defesa de docentes.
- A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, rebateu citando dados: no Sisu de dois mil e vinte e seis, as federais ofertaram doze mil quatrocentos e setenta vagas no estado.
- A Sedufsm em nota de repúdio reforçou a importância das universidades federais para o desenvolvimento científico, social e econômico, lembrando atuação de cerca de noventa por cento da produção científica do país; o histórico inclui uma polêmica de dois mil e dezoito, quando Hang ameaçou docentes em áudio atribuído a ele.
Durante a inauguração de uma megaloja da Havan em Taquara, no Rio Grande do Sul, no dia 30 de maio, o empresário Luciano Hang fez críticas às universidades federais. Segundo ele, essas instituições seriam responsáveis por atrasos no estado, classificando-as como guetos da esquerda e afirmando que o atraso gaúcho estaria ligado ao funcionamento das federais.
A fala provocou reação nas redes e no meio político. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, rebateu, apresentando dados sobre oportunidades oferecidas pelas federais no RS, como vagas via Sisu 2026, destacando o acesso público e gratuito à educação de qualidade.
Reação de docentes e câmaras acadêmicas
A Sedufsm, seção sindical de docentes da UFSM, divulgou nota de repúdio às declarações, ressaltando o papel das federais no desenvolvimento científico, social e econômico do estado e do país. A entidade afirma que as federais e estaduais ocupam posições de destaque em avaliações nacionais e respondem por grande parte da produção científica brasileira.
Histórico e contexto
A contestação a Hang não é inédita. Em 2018, circulou um áudio atribuído ao empresário com críticas a docentes da rede estadual, sugerindo demissões em massa. Na época, ele afirmou ter sido mal interpretado e que o objetivo era evitar aumento de impostos para a indústria, não atentar contra a categoria docente.
Panorama atual
As manifestações sobre o tema seguem em caravanas de apoio e repúdio, com representantes governamentais defendendo a educação pública como elemento essencial ao desenvolvimento regional. Não houve retaliação administrativa anunciada, apenas posicionamentos públicos de diferentes lados do debate.
Entre na conversa da comunidade