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Unicef amplia atuação e atinge 24 milhões de crianças e adolescentes

UNICEF amplia atuação no Brasil, alcançando 24 milhões de crianças e adolescentes e atuação em mais de 2,2 mil municípios com foco em educação, saúde e proteção

A UNICEF conseguiu ampliar sua atuação no Brasil e alcançar resultados expressivos ao longo de 2025. - (crédito: Reprodução/UNICEF)
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  • A UNICEF ampliou sua atuação no Brasil em 2025, beneficiando cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes por meio de ações nas áreas de educação, saúde, proteção, primeira infância, água e políticas sociais.
  • A atuação chega a mais de dois mil e duzentos municípios brasileiros, incluindo oito capitais, e é financiada exclusivamente por doações voluntárias.
  • Na educação, destacam-se a Busca Ativa Escolar (623 mil crianças identificadas, com 10 mil retornos em 2025) e o programa Trajetórias de Sucesso Escolar (40 mil alunos em 217 municípios), além de capacitar milhares de educadores e apoiar a conectividade escolar.
  • Na saúde e primeira infância, houve expansão da AIDPI em territórios indígenas, com capacitação de profissionais e ações de nutrição; a iniciativa Unidades Amigas da Primeira Infância alcançou mais de 730 mil crianças e 67 mil gestantes entre 2023 e 2025.
  • Em políticas sociais e participação juvenil, mais de mil municípios receberam capacitação para emergências, cerca de 50 mil adolescentes participaram de Núcleus de Cidadania, e o Selo UNICEF (2025–2028) teve adesão recorde de 2.277 municípios.

A UNICEF ampliou sua atuação no Brasil em 2025, alcançando resultados significativos em educação, saúde, proteção e primeira infância. A organização informou ter impactado cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes, por meio de ações de políticas públicas e de resposta a emergências.

No conjunto de atividades, o UNICEF atua em mais de 2,2 mil municípios, nas regiões Norte e Nordeste, além do norte de Minas Gerais e de Mato Grosso, mantendo financiamento exclusivo por doações voluntárias. A estratégia envolve governos, sociedade civil e setor privado.

Segundo Joaquin Gonzalez-Aleman, representante da organização no Brasil, os resultados decorrem do fortalecimento de políticas públicas e de soluções escaláveis. Ele cita parcerias com governos e setor privado para reduzir desigualdades e ampliar direitos infantis.

OUNICEF aponta que, mesmo diante de cortes globais de recursos, cerca de 230 mil brasileiros doam mensalmente e 50 empresas mantêm parcerias por meio de investimento social privado. Esse suporte é destacado como fator decisivo para a continuidade das ações.

Educação e empregabilidade

A Educação teve resultados expressivos, com a Busca Ativa Escolar identificando e reinserindo mais de 623 mil alunos fora da escola. Em 2025, aproximadamente 10 mil estudantes retornaram às salas de aula.

O programa Trajetórias de Sucesso Escolar beneficiou 40 mil alunos em 217 municípios e capacitou mais de 3.100 educadores. A inclusão digital ganhou foco, com 166 mil escolas envolvidas em monitoramento de conectividade.

Capacitações sobre conectividade alcançaram mais de 2.200 cidades, fortalecendo o uso da tecnologia na gestão educacional. A qualidade da internet, especialmente em áreas remotas, permanece como desafio central mencionando infraestrutura e manutenção.

Na área de empregos, o programa Um Milhão de Oportunidades (1MiO) abriu mais de 135 mil vagas, com participação de 241 empresas parceiras e governos. Certificações de formação foram concedidas a mais de 179 mil jovens.

Saúde e primeira infância

Na saúde, a AIDPI foi ampliada em territórios indígenas, com capacitação de 769 profissionais e distribuição de mais de 69 mil sachês de micronutrientes. Quase 6 mil gestores municipais participaram de formações promovidas pelo UNICEF.

Entre 2023 e 2025, a estratégia UAPI beneficiou mais de 730 mil crianças e acompanhou 67 mil gestantes. A vacinação de rotina aumentou 40%, e os registros de amamentação exclusiva cresceram 22%.

A expansão de 2025 atingiu nove capitais, com 809 unidades de saúde, 534 unidades de educação infantil e 31 CRAS. A agenda de Primeira Infância Antirracista ganhou status nacional interministerial.

Proteção contra violências

A proteção de crianças e adolescentes recebeu atenção contínua. Em 2025, mais de 13 mil profissionais da educação foram capacitados para prevenir e responder a casos de violência.

A rede de proteção envolveu 2.462 profissionais na Amazônia e no Semiárido, beneficiando indiretamente mais de 236 mil jovens. Cerca de 19 mil conselheiros tutelares usam a plataforma SIPIA para registrar casos.

Água, saneamento e clima

Acesso a água, saneamento e higiene atingiu milhares de crianças em áreas rurais, ribeirinhas e indígenas. Mais de 4 mil meninas, migrantes e indígenas participaram de iniciativas de dignidade menstrual.

Intervenções estruturais em escolas rurais de Barcarena (PA) e ribeirinhas de Manaus (AM) também foram realizadas, juntamente com ações em comunidades Munduruku.

Na COP30, o UNICEF fortaleceu a agenda climática ao defender a equidade intergeracional no texto final, buscando recursos para serviços essenciais adaptados às necessidades de crianças e famílias.

Políticas sociais e participação juvenil

Mais de mil municípios realizaram autodiagnósticos e capacitação para emergências. A reforma do PAIF beneficiou indiretamente mais de um milhão de crianças.

Profissionais da assistência social receberam treinamento em planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Planos plurianuais passaram a considerar as crianças como prioridade em mais de 2 mil municípios.

A participação juvenil ganhou destaque com 50 mil adolescentes em 1.900 Núcleos de Cidadania de Adolescentes. Além disso, 10 mil meninas atuaram contra a violência de gênero e 30 mil foram mobilizadas pela campanha #EntrenoClima.

Mais de 20 mil jovens participaram de ações de empreendedorismo, e 21 mil receberam apoio psicossocial pelo programa Pode Falar, em negociação para ampliar em serviços públicos.

Em respostas a emergências

Na região amazônica e em áreas indígenas, bem como na crise migratória do Norte, a atuação manteve presença abrangente. Mais de 2.500 crianças indígenas receberam apoio em saúde mental.

Em ações de água, saneamento e higiene, mais de 20 mil pessoas foram beneficiadas durante a seca. Em parceria com a Operação Acolhida, 16 mil crianças migrantes e refugiadas tiveram suporte educacional e psicossocial em espaços seguros.

Selo UNICEF 2025-2028

O novo ciclo do Selo UNICEF registrou adesão recorde de 2.277 municípios, cerca de 40% do total do país. A meta é alcançar aproximadamente 17 milhões de crianças e adolescentes até 2028, por meio da iniciativa.

Os resultados de 2025 indicam que a atuação articulada entre governos, sociedade civil, setor privado e doadores gera impactos concretos na vida de milhões de crianças e adolescentes brasileiros.

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