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Arquiteto e urbanista paulista Julio Katinsky morre aos 94 anos

Arquiteto e urbanista Julio Katinsky morre aos 94 anos; legado inclui escolas, mobiliário moderno e décadas como professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

Com mais de 70 anos de carreira, Julio Roberto Katinsky morre aos 94 anos
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  • O arquiteto e urbanista Julio Roberto Katinsky morreu aos 94 anos nesta quinta-feira (11).
  • Nascido em Salto, interior de São Paulo, formou-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP em 1957 e foi referência da arquitetura moderna brasileira, com foco em arquitetura escolar.
  • Lecionou na FAU-USP por mais de seis décadas, alcançando o título de professor titular e integrando o corpo editorial da pós‑graduação em Arquitetura e Urbanismo da instituição.
  • Entre os projetos estão a Central Telefônica de Campos do Jordão (ao lado de Ruy Ohtake), o Pavilhão do Brasil na Expo 70 em Osaka e o Teatro Municipal Brás Cubas, em Santos, além de contribuição ao design de mobiliário, como a Poltrona Katinsky e a mesa Andorinha.
  • A residência construída em Perdizes, São Paulo, é uma de suas obras emblemáticas; a biblioteca da FAU-USP abriga 72 desenhos do arquiteto.

Julio Roberto Katinsky morreu nesta quinta-feira, 11, aos 94 anos. O arquiteto e urbanista paulista deixa legado na arquitetura moderna brasileira, com destaque para projetos educacionais, mobiliário e ensino. A morte foi anunciada confirmou a FAU-USP, onde ele lecionou por mais de seis décadas.

Nascido em Salto (SP), Katinsky formou-se em arquitetura pela FAU-USP em 1957. Ao longo de mais de sete décadas, contribuiu para a formação de pensamento crítico na disciplina, atuando como professor titular e integrando o corpo editorial da pós-graduação da faculdade.

Sua produção incluiu obras relevantes na arquitetura educacional e mobiliário. Projetos de escolas, pesquisas sobre arquitetura escolar e o design de móveis marcaram sua atuação, sempre buscando associar acolhimento e qualidade ao ambiente de aprendizagem.

Entre os projetos em que participou estão a Central Telefônica de Campos do Jordão, o Pavilhão do Brasil na Expo 70 em Osaka e o Teatro Municipal Brás Cubas, em Santos. Também esteve ligado ao mobiliário moderno brasileiro, com a Poltrona Katinsky lançada em 1959.

Trajetória acadêmica e profissional

Iniciou a carreira no L’Atelier, de Jorge Zalszupin, onde desenhou a mesa de centro Andorinha. Entre 1956 e 1957 atuou no escritório de Vilanova Artigas, participando de projetos para Brasília. Em 1961 colaborou na primeira versão do Teatro Municipal de Santos.

Na segunda metade dos anos 1960, criou peças icônicas como a Banqueta Katinsky. Nos anos 70 integrou a equipe da CESp, trabalhando em usinas e na vila de operários, ampliando o portfólio de projetos da empresa. A residência de Perdizes, em São Paulo, figura entre suas obras mais reconhecidas.

Hoje, o acervo da FAU-USP guarda 72 desenhos do arquiteto, que abrangem residências, edifícios educacionais, culturais, comerciais, administrativos e industriais, além de mobiliário. Katinsky deixa uma referência marcante para a arquitetura brasileira.

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