- A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) teve o curso de Enfermagem Intercultural Indígena apresentado em audiência da Comissão de Educação e Cultura, para receber reconhecimento e estimular replicação no país.
- O requerimento foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes, que destacou a necessidade de formar profissionais que compreendam as especificidades socioculturais dos povos originários e citou a possibilidade de parcerias com a recém-criada Universidade Federal Indígena.
- A coordenadora do curso, Ana Cláudia Pereira Trettel, informou que a graduação atende quarenta e dois povos indígenas, já formou 570 profissionais e tem trezentos e oito matriculados.
- A audiência buscou construir pontes com outras universidades e incentivar a adaptação da formação em diferentes regiões, respeitando as características locais.
- Especialistas e autoridades, como Gustavo Hoff do Ministério da Saúde, destacaram a importância de manter profissionais em áreas remotas e de fortalecer uma política nacional de formação intercultural para os povos indígenas.
O curso de Enfermagem Intercultural Indígena da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) foi apresentado em audiência pública da Comissão de Educação e Cultura (CE) nesta quinta-feira, 11. O requerimento, apresentado pelo senador Wellington Fagundes, visa reconhecer o pioneirismo da iniciativa e incentivar a replicação em outras regiões do país.
Segundo o senador, fortalecer o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS requer profissionais formados para compreender as especificidades socioculturais dos povos originários. Ele citou a parceria com a recém-criada Universidade Federal Indígena como parte da estratégia.
A audiência também discutiu a viabilidade de incluir recursos no orçamento do próximo ano para sustentar o curso oferecido pela Unemat, fortalecendo a formação de profissionais capazes de atuar com respeito à diversidade cultural.
Formação e alcance
A coordenadora do curso, Ana Cláudia Pereira Trettel, informou que a graduação atende 42 povos indígenas e já formou 570 profissionais, com 308 matriculados no momento. Paralelamente, destacou o objetivo de construir pontes com outras universidades do país.
Ela afirmou que o intuito é promover replicação ou adaptação da formação em diferentes regiões, respeitando as particularidades locais. A ideia é ampliar a atuação da enfermagem intercultural no Brasil.
Posição institucional
A senadora Damares Alves conduziu a reunião, solicitando mais detalhes e sugestões ao Congresso para fortalecer a iniciativa. A dirigente enfatizou que o curso representa mais que uma oportunidade de emprego, envolvendo preservação cultural e da saúde indígena.
Membros do Conselho Federal de Enfermagem também reconheceram o valor do curso, defendendo incentivos financeiros e acadêmicos, bem como o fortalecimento de políticas educacionais na área.
Perspectivas de saúde pública
O representante do Ministério da Saúde, Gustavo Hoff, apontou o desafio da permanência de profissionais em áreas remotas, segundo evidências internacionais. A política de saúde indígena atende a mais de 800 mil pessoas, segundo ele.
Ele afirmou que a experiência da Unemat contribui para uma política nacional de formação intercultural, buscando redes de cooperação e metodologias que apoiem o atendimento nas comunidades.
Participantes
Além de Fagundes, participaram da audiência representantes do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI), do Ministério da Educação e da reitoria da Unemat, entre outros convidados. O grupo avaliou impactos, parcerias e caminhos para a continuidade do curso.
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