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Defensores do ensino domiciliar pedem regulamentação em debate na CDH

Defensores do homeschooling pedem regulamentação federal no Senado para evitar criminalização de famílias em debate na CDH

Mesa: presidente executiva do Instituto Isabel, advogada e profissional de relações governamentais e políticas públicas, Andrea Hoffmann Formiga; presidente da Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), Carlos Vinícius Reis; presidente eventual da CDH, senador Eduardo Girão (Novo-CE); advogada e pedagoga, especialista em Direito Educacional – Homeschooling, Isabelle Monteiro; presidente da Associação das Famílias Educadoras de Santa Catarina (Afesc), Diego Vieira.
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  • Defensores do ensino domiciliar apresentaram na CDH a regulamentação do homeschooling, defendendo que pais devem escolher a educação dos filhos.
  • Casal condenado em Jales por suposto abandono intelectual foi citado como exemplo, com advogados apresentando casos de famílias e valores envolvendo multas e prisões.
  • Proposta em pauta é o Projeto de Lei 1.338/2022, já aprovado pela Câmara, aguardando votação na Comissão de Educação Cultura do Senado.
  • Defensores e autoridades ressaltaram a premissa de parceria entre pais, instituição de ensino, planos pedagógicos e avaliações, sob a forma de lei federal.
  • Há controvérsia jurídica sobre a competência de regulamentar o homeschooling, com referências ao STF e à necessidade de conciliar o direito dos pais com normas educacionais vigentes.

A Defensoria do homeschooling ganhou atenção nesta quinta-feira na CDH, com pedidos pela regulamentação da educação domiciliar. Advogados juristas e representantes de associações defenderam que pais devem ter autonomia para decidir como educar seus filhos sem escolas formais. O debate ocorreu em Brasília.

Durante a audiência, participantes apontaram o que consideram entraves jurídicos para o ensino em casa e trouxeram casos citados como exemplos de suposta criminalização de famílias. A sessão discutiu a possibilidade de regulamentar a prática por meio de lei federal, com foco em salvaguardas para acompanhamento educacional.

Proposta legislativa e o papel do Congresso

O Projeto de Lei 1.338/2022, já aprovado pela Câmara, tramita na CE do Senado sob relatório da senadora Dorinha Seabra. Defensores sustentam que a aprovação evitaria novas criminalizações de famílias que optam pelo homeschooling. O texto prevê parceria com instituição de ensino, plano pedagógico e avaliações periódicas.

Pontos dos defensores e limites constitucionais

Defensores destacaram que, em países como Portugal e Finlândia, a prática resulta em resultados acadêmicos competitivos e desenvolvimento social. O projeto busca amarrar o acompanhamento sem obrigar a educação em casa, segundo representantes da Aned e do Instituto Isabel. O STF já afirmou que a regulamentação exige lei federal.

Contexto legal e casos citados

O Distrito Federal já tentou regulamentar a modalidade, mas a Justiça suspendeu a lei por vício de iniciativa, alegando competência da União. O Estatuto da Criança e Adolescente também é citado como base para a necessidade de conciliar obrigatoriedade de matrícula com direitos dos pais.

Participantes da audiência

Além de juristas, participaram a senadora Damares Alves, a procuradora Zizi Martins, e famílias associadas a entidades como Adedam e representantes de educação domiciliar. O debate reforça a percepção de que a regulamentação envolve princípios internacionais e a proteção dos direitos educacionais.

Fonte: Agência Senado

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