- Quatro em cada dez estudantes já faltaram à escola por causa das dores menstruais, segundo estudo do Instituto Alana e da Equidade.info.
- Além da dor física, vergonha, medo de vazamentos e falta de informação influenciam o desempenho escolar e a relação das adolescentes com o próprio corpo.
- Especialistas defendem o diálogo como ferramenta para combater tabus, desinformação e inseguranças relacionadas à puberdade.
- O livro Cartas para Adelaine, de Berenice Shakti, reúne 25 cartas interativas e um livreto para mães, filhas, educadores e responsáveis, com temas como menarca, consentimento, autoestima e autocuidado.
- Acesso à informação e conversas abertas ajudam a reduzir vergonha e fortalecem autoestima e autonomia das meninas, promovendo bem-estar e segurança emocional.
O estudo conjunto do Instituto Alana e da Equidade.info aponta que 4 em cada 10 estudantes já faltaram à escola por causa das dores menstruais. Além da dor física, a vergonha, o medo de vazamentos e a desinformação afetam o desempenho e a relação com o próprio corpo. A pesquisa evidencia que tabus sobre a menstruação persistem no ambiente escolar.
Os dados destacam que o desconforto pode levar a ausências e a evasão de atividades escolares, esportivas e sociais. Em contextos onde o tema é tratado com constrangimento ou silêncio, as meninas enfrentam dúvidas e inseguranças que prejudicam a participação em sala de aula.
Além das dores, a falta de informação contribui para uma percepção negativa sobre o corpo. Especialistas defendem tratar a menstruação como assunto natural, fortalecendo diálogo entre famílias, escolas e alunas para reduzir o estigma.
Impacto na vida escolar
A pesquisa mostra que o desconforto típico da menstruação é o principal motivo de faltas, mas não o único desafio. Inseguranças e receio de constrangimento passam a influenciar atividades acadêmicas, esportivas e sociais, prejudicando o rendimento.
A ausência de informações claras durante a puberdade dificulta o entendimento das mudanças no corpo. Como resultado, muitas estudantes avançam na adolescência com dúvidas não respondidas e sem apoio adequado.
A média de quem já faltou por menstruação destaca a necessidade de políticas escolares que garantam acessibilidade a informações confiáveis e apoio emocional aos alunos.
Diálogo e educação como ferramentas
Especialistas sugerem que a menstruação não deve ser assunto proibido. Abrir conversas pode reduzir vergonha e desinformação, promovendo educação emocional e autocuidado.
Quando famílias e escolas adotam uma abordagem aberta, as adolescentes se sentem mais seguras para tirar dúvidas, compreender mudanças e participar plenamente das atividades.
Essa abertura também fortalece vínculos familiares e contribui para a segurança emocional, facilitando o bem-estar ao longo do desenvolvimento.
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