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Especialistas dizem que viver mais exige repensar educação financeira no Brasil

Longevidade impõe repensar educação financeira desde a base; BC, Anbima e CVM defendem atuação ativa e ecossistema integrado

Viver mais exige repensar educação financeira no Brasil, dizem especialistas — Foto: Qimono/Pixabay
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  • O aumento da expectativa de vida exige que o sistema financeiro prepare brasileiros para aposentadoria mais longa e decisões financeiras complexas, começando pela educação financeira na infância.
  • O tema foi discutido no 3º Encontro de Educação Financeira, em São Paulo, com representantes do Banco Central, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • A diretora de cidadania financeira e supervisão de conduta do Banco Central, Izabela Correa, disse que a educação financeira precisa ir além da poupança e ajudar as pessoas a reconhecer oportunidades, entender direitos e deveres e fazer escolhas em cada fase da vida.
  • Marcelo Billi, superintendente de sustentabilidade, inovação e educação da Anbima, afirmou que a longevidade exige revisão profunda da forma como sociedade e mercado financeiro foram estruturados, pois o mundo não foi organizado para esse cenário.
  • Bruno Gomes, da CVM, argumentou que a solução começa na base, inserindo educação financeira na formação de crianças para melhorar decisões futuras de consumo, poupança e previdência, promovendo um ecossistema com participação de diversos profissionais.

O aumento da expectativa de vida impõe ao sistema financeiro um novo desafio: preparar os brasileiros para uma aposentadoria mais longa e para decisões financeiras mais complexas. A ideia central é que a educação financeira comece na infância, não apenas na vida adulta.

O tema foi debatido no 3º Encontro de Educação Financeira, realizado em São Paulo nesta sexta-feira (12). Participaram representantes do Banco Central, da Anbima e da CVM, com foco em ampliar a responsabilidade das instituições financeiras.

Segundo Izabela Correa, diretora de cidadania financeira do BC, a educação financeira precisa ir além da poupança e orientar escolhas ao longo da vida. O objetivo é desenvolver capacidades para reconhecer oportunidades e direitos em cada fase.

Para Marcelo Billi, da Anbima, a longevidade exige revisão profunda da organização social e do mercado financeiro. Ele afirma que o modelo atual não foi estruturado para os impactos da vida mais longa.

Bruno Gomes, da CVM, aponta que a solução começa na base. Inserir educação financeira na formação de crianças facilita decisões futuras de consumo, poupança e Previdência, segundo ele.

Gomes reforça a ideia de que a disseminação deve envolver diferentes profissionais e setores, criando um ecossistema para uma vida financeiramente estável. A educação financeira, diz ele, é uma responsabilidade de toda a sociedade.

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