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Mais de 4,3 mil crianças deixam o trabalho infantil em 2025

Afastamento de 4.318 crianças em 2025 após 10.234 ações fiscais; mais de 70% em atividades com graves riscos à saúde e ao desenvolvimento

Brasília (DF), 10/06/2025- Trabalho Infantil Foto: CNJ
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  • Em 2025, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil, resultado de 10.234 ações fiscais, o maior volume da última década.

  • Nos primeiros quatro meses de 2026, 1.108 crianças e adolescentes foram afastados.

  • Mais de 70% dos casos identificados em 2025 e no início de 2026 envolveram riscos graves à saúde, à segurança, à moralidade e ao desenvolvimento.

  • Os setores com maior atuação fiscal foram comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e atividades ligadas à indústria.

  • Principais estados em 2025: Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro; nos quatro primeiros meses de 2026: Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo. Denúncias podem ser feitas pelo Sistema Ipê Trabalho Infantil.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou, nesta sexta-feira, Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, que 4.318 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho em 2025, em todo o país. A ação teve como base fiscalizações que identificaram violações e interromperam atividades inadequadas para menores de idade.

Ao todo, foram 10.234 ações fiscais em 2025, o maior número da última década no combate ao trabalho infantil. Nos primeiros quatro meses de 2026, 1.108 desligamentos foram registrados, sinalizando continuidade da fiscalização.

Mais de 70% dos casos identificados em 2025 e no início de 2026 envolveram formas de trabalho com graves riscos à saúde, à segurança, à moralidade e ao desenvolvimento físico e psicológico das crianças e adolescentes.

Ações e impactos das fiscalizações

As fiscalizações concentraram-se em setores tradicionalmente ligados à mão de obra infantil, como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e atividades da indústria.

Entre as unidades da Federação com maiores afastamentos em 2025 destacam-se Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. Nos primeiros quatro meses de 2026, as maiores quantidades ocorreram em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo.

Segundo o coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Padilha Guimarães, os resultados evidenciam a atuação da inspeção como instrumento essencial para identificar, interromper e prevenir o trabalho infantil, contribuindo para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

Para denúncias de casos, o MTE disponibiliza o Sistema Ipê Trabalho Infantil, canal exclusivo de relatos que pode ser acessado pelo site institucional. O objetivo é ampliar a atuação e ampliar o alcance das fiscalizações.

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