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Menor de 11 anos entra em trabalho de parto e pede pela mãe

Livro-reportagem expõe realidades da maternidade na adolescência; Brasil registra 48 bebês de mães adolescentes e impacto social e econômico

‘Ela tinha 11 anos, estava em trabalho de parto e gritava pela mãe’
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  • O livro Nem Cresci e Já Sou Mãe, da jornalista Joyce Ribeiro, reúne relatos de meninas que se tornam mães adolescentes no Brasil.
  • A obra traz a frase “ela tinha 11 anos, estava em trabalho de parto e gritava pela mãe”, destacando a violência e a vulnerabilidade nessa realidade.
  • A autora aponta que, em dado momento, o Brasil registra 48 bebês nascidos de mães adolescentes.
  • Dados do material indicam que seis em cada dez meninas grávidas não estudam nem trabalham, e o Banco Mundial estimou que a produtividade brasileira poderia aumentar em até US$ 3,5 bilhões por ano se a maternidade fosse adiada para a maioridade.
  • Ao lançar o livro, Joyce Ribeiro comenta falhas do Estado e da atuação de famílias, escolas e profissionais da saúde, em meio a debates sobre políticas de proteção de crianças e adolescentes, e o Senado aprovou o PDL 3/2025, que restringe o acesso ao aborto legal para vítimas de violência sexual.

O livro-reportagem Nem Cresci e Já Sou Mãe, da jornalista Joyce Ribeiro, revela a maternidade na adolescência no Brasil com relatos reais de meninas que viram mães precocemente. A obra reúne testemunhos e depoimentos de profissionais da saúde, apoiados por pesquisa realizada com a ONG Plan International.

Segundo a autora, hoje o Brasil registra 48 bebês de mães adolescentes. Dados coletados no material indicam que seis em cada dez garotas grávidas não estudam nem trabalham, elevando a evasão escolar como principal consequência dessa gestação.

A pesquisa associa impactos sociais e econômicos, incluindo a queda de produtividade prevista pelo Banco Mundial caso a maternidade na adolescência se estendesse até a maioridade.

Joyce Ribeiro afirma que a gravidez precoce complica a busca por independência e autonomia, gerando traumas, violências e dificuldades para um futuro diferente. A obra enfatiza falhas do Estado e a necessidade de atuação de famílias, escolas e profissionais de saúde.

Ao lançar o livro, a jornalista reforça a urgência de proteger crianças e adolescentes. Ela diz ter passado a olhar com mais atenção para as meninas ao redor e para aquelas que não conhece, entendendo a gravidade do tema.

A publicação chega em meio a eventos políticos relevantes. O Senado aprovou o PDL 3/2025, que susta norma que facilitava o aborto legal para vítimas de violência sexual de crianças e adolescentes. A medida é objeto de debate nacional.

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