- Priscila Cruz, cofundadora do Todos Pela Educação, diz que o investimento mais bem gasto na Educação é no professor e reforça a importância de melhorar a formação inicial e as condições de trabalho.
- O MEC já teve avanços em alfabetização, ensino integral e educação profissional, mas a qualificação docente pode limitar os resultados dessas políticas.
- A principal tarefa do novo governo, segundo ela, é um pacote intenso de políticas docentes que aumentem a atratividade da carreira, a formação inicial, as condições de trabalho e a formação continuada.
- O programa Mais Professores é visto como capaz de tornar a carreira mais atrativa, com bolsas para licenciatura para quem cursa ensino público ou privado, demandando mais recursos para ampliar o benefício.
- Sobre formação continuada, diz que é trabalho dos Estados e Municípios, com apoio federal; discute-se o papel da Educação a Distância e a necessidade de manter uma formação prática de qualidade, sem recorrer a pressões de universidades privadas.
Priscila Cruz, cofundadora do Todos Pela Educação, afirmou que a prioridade do próximo governo do MEC deve ser revisar as políticas para professores. O comentário foi feito durante o ciclo de debates Brasil Adiante, promovido pelo Estadão, que busca apresentar propostas para o presidente eleito.
Segundo a dirigente, o investimento mais efetivo na Educação está na valorização docente. Ela elogiou avanços em alfabetização, ensino integral e educação profissional, mas destacou que sem qualificação, os resultados dessas políticas ficam aquém do esperado. Além disso, apontou a necessidade de formação inicial de qualidade e melhoria das condições de trabalho.
Propostas para tornar a carreira docente mais atrativa
Cruz citou o programa Mais Professores como base para atrair talentos, defendendo maior investimento em bolsas para licenciatura e mais recursos para a formação de professores. A meta é elevar a média de notas do Enem entre os futuros docentes e ampliar a prática pedagógica nas licenciaturas.
Ela ressaltou a importância de uma formação prática nas universidades, com foco em intervenções pedagógicas por grupo de alunos. A cofundadora do Todos Pela Educação também pediu a revisão do ensino médio e da oferta de EAD, defendendo maior ênfase no presencial e na interação síncrona mediada pelo professor.
Formação continuada e atuação subnacional
Sobre formação continuada, Cruz enfatizou que a responsabilidade é maior de estados e municípios, com o governo federal atuando na criação de diretrizes e plataformas. A articulação entre estados e municípios, segundo ela, tem sido determinante para avanços em alfabetização e educação integral.
Ela ainda destacou que o financiamento de políticas docentes deve seguir com recursos suficientes, evitando retrocessos na qualidade da formação. O debate atual no Conselho Nacional de Educação (CNE) envolve o equilíbrio entre EAD, presencial e síncrono, tema que será acompanhar-se no escopo das propostas transitadas até o próximo governo.
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