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Reitor acusa universidades católicas de virarem ONGs semelhantes a seculares

Reitor de Dartmouth afirma que universidades católicas viraram ONG indistinguível de seculares e cobra aos bispos defesa mais firme da identidade

Santiago Schnell, reitor da Universidade de Dartmouth e ex-decano da Universidade de Notre Dame (Foto: USCCB/YouTube/screenshot/CNA)
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  • O reitor da Universidade de Dartmouth, Santiago Schnell, pediu aos bispos dos EUA que atuem para manter a identidade católica das universidades religiosas, criticando a timidez dos líderes em defender essa missão.
  • Schnell afirmou que muitas instituições católicas têm se assemelhado a universidades seculares e valorizado rankings em detrimento de uma formação intelectual e moral voltada à fé.
  • O professor sugeriu que o ensino superior católico não está formando líderes intelectuais suficientes na Igreja, citando a falta de católicos em cargos de destaque e a desconexão com a identidade católica.
  • Ele classificou declarações de missão de universidades católicas como “ONGs” quando se concentram apenas em serviço social ou causas, sem manter a missão educativa católica.
  • A proposta de Schnell envolve três pilares: formar futuros doutores da Igreja, esclarecer o papel dos bispos na vida universitária e fortalecer a cultura formativa nos campi católicos.

Santiago Schnell, reitor da Universidade de Dartmouth e ex-decano da Notre Dame, pediu aos bispos dos EUA que atuem com mais contundência para que as universidades católicas mantenham sua identidade religiosa. Ele participou da assembleia plenária em Orlando, em 10 de junho, durante um debate sobre o estado do ensino superior católico.

Segundo Schnell, as instituições católicas estariam cada vez mais parecidas com universidades seculares, buscando rankings e imitância. Ele afirmou que a Igreja perde impacto intelectual e cultural ao não articular melhor a fé, levando alguns fiéis a saírem.

Um bispo presente descreveu a fala como um momento de sobriedade para os bispos. A apresentação ocorreu antes de uma conversa fechada sobre o tema, marcando o 25º aniversário da Ex Corde Ecclesiae, documento que orienta a relação entre universidades católicas e a hierarquia.

Paradoxo católico

Schnell destacou uma lacuna entre a visão da Igreja e as universidades que, segundo ele, se tornaram indiferentes em relação à identidade católica. Rankings, disse, favorecem a homogeneização em vez da distinção.

Ele criticou a transformação de missões institucionais em pautas de serviço social ou causas, chamando várias declarações de missão de potencialmente semelhantes a ONG. Afirmou que a identidade católica não deve se dissolver na conformidade.

O reitor apresentou três pilares para renovar o ensino superior católico: formar líderes intelectuais dentro da Igreja, esclarecer o papel dos bispos e fortalecer a cultura formativa dos campi.

Formação de lideranças

Schnell defendeu que a missão não é apenas preparar para o trabalho, mas formar estudiosos que possam se tornar doutores da Igreja. A ideia é promover uma formação que inclua o espírito do lugar, ou genius loci.

Ele enfatizou que a identidade católica depende de docentes e gestores engajados com a missão, sob o risco de o ambiente acadêmico perder o caráter cristão. Em sua experiência, recusou liderar uma instituição onde a fé era minoritária entre alunos e professores.

Ao encerrar a intervenção, Schnell questionou o papel dos bispos na moldagem das universidades católicas. Questionou se os bispos realmente veem as instituições como parte de seu rebanho, e não apenas como entidades independentes.

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