- A mãe e o padrasto de uma criança de sete anos foram condenados a mais de quarenta e cinco anos de prisão cada um, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após maus-tratos, cárcere privado e desnutrição severa que levaram à morte da criança.
- O padrasto recebeu 46 anos, dois meses e cinco dias de prisão; a mãe, 45 anos, um mês e 18 dias, com cumprimento em regime inicial fechado.
- A vítima e dois irmãos viviam em ambiente de maus-tratos, ficavam trancados nos quartos e tinham alimentação restrita; os irmãos frequentavam a escola e recebiam ao menos as refeições na instituição.
- A criança morta não recebia acompanhamento médico nem vacinação, chegando sem vida ao hospital; laudos apontaram desnutrição severa como causa da falência múltipla de órgãos.
- O Ministério Público informou que o padrasto restringia a alimentação por considerar a criança brincalhona e que queria comer mais que os irmãos; a mãe teria se omitido diante das agressões.
A Justiça condenou a mãe e o padrasto de uma criança de 7 anos que morreu em Lagoa Santa, região metropolitana de Belo Horizonte, após maus-tratos, desnutrição severa e cárcere privado. O julgamento ocorreu na quinta-feira (11/6). Ambos seguirão para o regime inicial fechado.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a vítima e dois irmãos eram mantidos em cárcere privado dentro de casa. As crianças recebiam pouca alimentação e eram obrigadas a tarefas domésticas, enquanto uma das vítimas ficava isolada por longos períodos.
A morte foi causada por desnutrição grave, levando à falência múltipla de órgãos. A vítima chegou ao hospital sem sinais de socorro médico, mesmo debilitada, e não recebeu acompanhamento de saúde contínuo. Os irmãos puderam se alimentar na escola, mas a morte da criança destacou vulnerabilidade extrema.
Condenação e penas
O padrasto foi condenado a 46 anos, dois meses e cinco dias de prisão, enquanto a mãe recebeu 45 anos, um mês e 18 dias. Ambos tiveram a pena mantida em regime fechado. A magistrada ressaltou o afastamento escolar como fator que dificultou a identificação dos abusos.
O Ministério Público informou que o padrasto restringia a alimentação da criança por considerá-la brincalhona e querer comer mais que os irmãos. A mãe foi responsabilizada por omissão e por negar ao Conselho Tutelar qualquer situação de violência.
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