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Analfabetismo fica abaixo de 5% em 2025, mas 8,4 milhões ainda não sabem ler

Analfabetismo cai para 4,9% em 2025, porém 8,4 milhões ainda não sabem ler e escrever, com maior concentração entre idosos e regiões Nordeste e Norte

População com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025 - Foto: Silvio Turra/SEED Paraná
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  • Em 2025, a taxa de analfabetismo ficou em 4,9%, com 8,4 milhões de pessoas analfabetas, menor que 5% pela primeira vez desde 2016; houve queda de 592 mil em relação a 2024.
  • A maior parte dos analfabetos está no Nordeste (4,8 milhões, 10,6% na região), seguida pelo Norte; o Sudeste registrou redução da taxa desde 2024.
  • A maioria dos analfabetos tem 60 anos ou mais (58%); entre 60+ a taxa é de 20,6% para pretos/pardos e 7,3% para brancos, enquanto mulheres de 60+ chegaram a 13,7% e homens a 14,1%.
  • Entre 25 anos ou mais, mais da metade de pretos/pardos (51,3%) completou o ensino médio, contra 64,9% de brancos; a média de anos de estudo entre 25+ é 10,2, com mulheres com mais anos de estudo (10,4) que homens (10,0).
  • Abandono escolar afeta principalmente jovens de 14 a 29 anos: 7,7 milhões não concluíram o ensino médio, com 43,0% citando necessidade de trabalhar e 25,6% não ter interesse em estudar.

Em 2025, o analfabetismo no Brasil ficou em 4,9%, com 8,4 milhões de pessoas de 15 anos ou mais sem ler nem escrever um bilhete simples. A taxa ficou abaixo de 5% pela primeira vez desde 2016. Os dados são do IBGE, via PNAD Contínua Educação.

A PNAD Contínua teve a série histórica reponderada pelo Censo 2022. Apesar da melhora, o Plano Nacional de Educação previa erradicação do analfabetismo até 2024.

Mais da metade dos analfabetos está no Nordeste (4,8 milhões), com taxa de 10,6%. Norte aparece em segundo lugar (5,7%), seguido por Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).

A população com 60 anos ou mais representou 58% do total de analfabetos em 2025, ou 4,9 milhões. Em relação aos 60+, a taxa de analfabetismo é de 13,8%; sem considerar idosos, fica em 2,6% para 15-59 anos.

Entre jovens de 15 a 17 anos, 80,6% estavam no ensino médio em 2025. O indicador avançou, mas fica 4,4 p.p. abaixo da meta de 85% prevista no PNE.

Pelo menos 60% dos analfabetos com 60 anos ou mais são homens (14,1%) e mulheres (13,7%) apresentam tendência de queda na desigualdade, pela primeira vez em 2025.

Entre pretos ou pardos com 60+ anos, a taxa de analfabetismo é de 20,6%, quase três vezes maior que a de brancos (7,3%). O recorte evidencia desigualdade histórica persistente.

Para 25 anos ou mais, 51,3% de pretos ou pardos concluíram o ensino médio, pela primeira vez acima de 50%. Brancos estão em 64,9%, mantendo diferença de 13,6 p.p.

A média de anos de estudo para 25+ foi de 10,2 em 2025, alta frente a 9,1 (2016). Mulheres atingem 10,4 anos, homens 10,0. Brancos chegam a 11,1 anos, pretos/pardos a 9,5.

Nos 0 a 3 anos, Norte e Nordeste apresentam maior carência de creches. Em 2025, 64,1% de 0 a 1 ano e 57,1% de 2 a 3 anos não frequentavam creche por opção dos pais.

Nos dados de 0 a 1 ano, Centro-Oeste tem maior índice de ausência por opção (73,6%). Entre 2 a 3 anos, Centro-Oeste também lidera (65,5%), Norte tem menor índice (49,4%).

Cerca de 96,1% das crianças de 6 a 14 anos frequentaram o ensino fundamental, superando a meta do PNE de 95%. O resultado é superior a 2024 (94,6%) mas não retorna aos níveis pré-pandemia.

Entre jovens de 15 a 17 anos, 84,0% de mulheres e 77,4% de homens estão no ensino médio ou já o concluíram. Brancos atingem 84,9%, pretos/pardos 77,8%.

Entre 18 e 24 anos, 24,5% já cursavam o ensino superior. Brancos com 18 a 24 anos representam 6,2% no nível superior, frente a 3,0% de pretos/pardos.

Abandono escolar entre 14 e 29 anos atinge 7,7 milhões em 2025, com 59,8% homens e 40,2% mulheres. A maior participação ocorre a partir dos 16 anos.

Motivos principais para abandono: necessidade de trabalhar (43,0% dos jovens), seguido de falta de interesse (25,6%). Gravidez aparece entre as mulheres (24,7%).

Entre homens de 14 a 29 anos com menos de ensino médio, trabalhar é o principal motivo de abandono (54,2%). Entre as mulheres, gravidez e tarefas domésticas ganham relevância.

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Taxa de analfabetismo fica em 4,9% em 2025, mas 8,4 milhões acima de quinze anos ainda não sabem ler ou escrever, com maioria entre idosos

População com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025 - Foto: Silvio Turra/SEED Paraná
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  • Em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais eram analfabetas, taxa de analfabetismo de 4,9% (inferior a 5% pela primeira vez desde 2016).
  • Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos (taxa de 10,6%); Norte tem 5,7%, Centro-Oeste 3,3%, Sul 2,4% e Sudeste 2,3%.
  • Pessoas com 60 anos ou mais respondem por 58% do total de analfabetos, com taxa de analfabetismo nessa faixa de 13,8% (homens 14,1%, mulheres 13,7%).
  • Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo entre 15 e 59 anos é de 2,6%.
  • Entre 25 anos ou mais, 51,3% de pretos ou pardos concluíram o ensino médio (primeira vez acima da metade); média de anos de estudo para 25+ é de 10,2, com mulheres em 10,4 e brancos em 11,1.

O IBGE divulgou nesta segunda-feira os resultados do módulo Educação da PNAD Contínua, com dados de 2025. A taxa de analfabetismo do Brasil ficou em 4,9%, e o total de analfabetos entre pessoas com 15 anos ou mais foi de 8,4 milhões. Em relação a 2024, houve queda de 592 mil pessoas.

A divulgação aponta que este é o menor nível de analfabetismo desde 2016. Mesmo com o avanço, o indicador ainda destaca desigualdades regionais e demográficas relevantes no país.

Distribuição regional e faixa etária

Mais da metade dos analfabetos, 4,8 milhões, moravam no Nordeste, onde a taxa é de 10,6%. O Norte aparece em seguida, com 5,7% de analfabetos, seguido pelo Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%). Sem considerar idosos, a taxa geral fica em 2,6%.

A faixa de 60 anos ou mais corresponde a 58% do total de analfabetos, ou 4,9 milhões. Entre os 15 aos 59 anos, o analfabetismo cai para 2,6%. Nos grupos de idade, mulheres com 60 anos ou mais já não superam os homens nesse patamar pela primeira vez.

Desigualdades de gênero e raça entre os mais velhos

Entre idosos, a taxa de analfabetismo de mulheres (13,7%) ficou ligeiramente abaixo da de homens (14,1%). No conjunto de 15 anos ou mais, mulheres têm taxa de 4,6% contra 5,2% entre homens.

Entre pretos e pardos com 60 anos ou mais, a taxa é de 20,6%, quase o triplo da de brancos (7,3%). Em 2024 houve queda de 1,2 ponto percentual para esse grupo racial, reforçando a necessidade de políticas de alfabetização e inclusão ao longo da vida.

Avanços entre pretos, pardos e brancos com 25 anos ou mais

Pela primeira vez, 51,3% dos pretos ou pardos com 25 anos ou mais concluíram o ensino médio. Entre brancos, o patamar é de 64,9%. No conjunto, 57,4% da população de 25 anos ou mais completou o ensino médio em 2025.

A média de anos de estudo entre quem tem 25 anos ou mais ficou em 10,2 anos, com mulheres passando 10,4 e homens 10,0. Brancos chegam a 11,1 anos, pretos ou pardos a 9,5, evidenciando desigualdades persistentes.

Creche e acesso infantil

Nos 0 a 3 anos, Norte e Nordeste mostram maiores carências de creches. Em 2025, 64,1% de bebês de 0 a 1 ano e 57,1% de crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por decisão dos responsáveis. Falta de vaga ou escola na localidade foi o segundo motivo mais citado.

A região Centro-Oeste apresentou os maiores percentuais de fora da creche por opção, enquanto o Norte e o Nordeste registraram barreiras adicionais de infraestrutura.

Ensino fundamental e médias públicas

Para crianças de 6 a 14 anos, 96,1% estavam na etapa de ensino fundamental, superando a meta de 95% do PNE. Entretanto, o desempenho ainda não retornou aos níveis pré-pandemia, com 94,6% em 2024.

Estimativas indicam que o impacto da pandemia pode ter atrasado jovens em adaptação às aulas presenciais, contribuindo para lacunas de aprendizagem em alguns grupos.

Ensino médio e participação dos jovens

Entre 15 e 17 anos, 80,6% frequentavam ou haviam concluído o ensino médio, queda em relação à meta de 85%. Mulheres nesse grupo apresentam 84%, enquanto homens ficam em 77,4%. Brancos chegam a 84,9%, pretos e pardos a 77,8%.

Entre 18 e 24 anos, 24,5% estavam na universidade, com 7,0% atrasados. Brancos tinham 6,2% de conclusão superior sem frequência, contra 3,0% de pretos ou pardos.

Abandono escolar e motivos

Entre 14 e 29 anos, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025. A maior parte desse abandono ocorre a partir dos 16 anos, com 18,5% nessa faixa etária. Aos 17 e 18 anos, os percentuais são 20,0% e 17,6%, respectivamente.

Entre os jovens, 25,6% não têm interesse em estudar. O principal motivo de abandono ainda envolve trabalho (54,2% entre homens e 26,2% entre mulheres) e, entre mulheres, gravidez (24,7%). Outros fatores incluem saúde, afazeres domésticos e indisponibilidade de vaga.

Observações finais da PNAD Contínua

Os dados da PNAD Contínua foram reponderados com base no Censo 2022, contemplando séries de 2016 a 2019 e 2022 a 2024. A edição de 2025 consolida o panorama educacional brasileiro, destacando avanços e persistentes desigualdades.

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