- Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2025, redução de 0,4 ponto percentual desde 2024.
- Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos (57,4% do total) e representa 26,5% da população, apesar de não ser a maior região em população.
- Taxa nacional de analfabetismo fica em 4,9% entre pessoas com 15 anos ou mais, a menor da série histórica.
- Entre 60 anos ou mais, o analfabetismo é de 13,8%; 58% dos analfabetos têm mais de 60 anos.
- Persistem desigualdades: maior índice entre pretos/pardos com 60+ e queda na oferta de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no país.
A PNAD Contínua do IBGE mostrou que o Brasil teve queda na taxa de analfabetismo na última década, mas ainda havia 8,4 milhões de pessoas acima de 15 anos sem ler nem escrever em 2025. O Nordeste concentra 4,8 milhões de analfabetos, 57,4% do total nacional.
O país encerrou 2024 com melhoria na leitura e escrita, mas não atingiu a meta do PNE de erradicar o analfabetismo até o fim daquele ano. Em 2025, a taxa nacional ficou em 4,9%, registrando a primeira queda abaixo de 5% para esse grupo.
Nordeste domina o quadro: a região tem 26,5% da população, mas abriga mais da metade dos analfabetos. Em comparação, o Amazonas, com pouco mais de 4,1 milhões de habitantes, tem menos analfabetos.
Pelo menos três estados da região aparecem entre os com maiores índices, com Alagoas e Piauí citados entre os principais. Executivo e pesquisadores destacam que o atraso educacional se manteve em áreas mais antigas da base escolar.
Entre as faixas etárias, a pobreza de ensino é mais aguda para os maiores de 60 anos, que respondem por 58% dos analfabetos. O índice nessa faixa é de 13,8%, ante 4,9% na população de 15 ou mais.
Mulheres com 60 anos ou mais mostram uma mudança: pela primeira vez, a taxa caiu para 13,7%, menos que a de homens (14,1%). Especialistas veem sinais de avanço na escolarização feminina, mas ressaltam desigualdades raciais persistentes.
A desigualdade racial se mantém relevante: pretos e pardos com 60 anos ou mais apresentam taxa de analfabetismo quase três vezes superior à de brancos da mesma idade. A diferença revela legado de exclusão educacional.
Encerram dados que o EJA, Educação de Jovens e Adultos, segue com menor oferta de matrículas desde o início da série histórica. A junção de políticas públicas e demanda educativa continua sendo fator crítico para ampliação do ensino para adultos.
Em várias redes, a oferta de turmas de EJA está concentrada em poucas escolas, dificultando o acesso de quem depende desse atendimento para adquirir leitura e escrita. Autoridades ressaltam necessidade de ampliar cobertura.
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