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Brasil tinha 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2025

Analfabetismo no Brasil fica em 4,9% em 2025, com 8,4 milhões; 60 anos ou mais respondem por mais da metade dos casos

A população com 60 anos ou mais representou mais da metade do total de analfabetos em 2025 (58%). Eram 4,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever um bilhete simples
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  • Brasil tinha 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais em 2025, representando taxa de 4,9%.
  • A maioria dos analfabetos tinha 60 anos ou mais: 58% do total, ou 4,9 milhões.
  • Pela primeira vez desde 2016, a taxa de analfabetismo ficou abaixo de cinco por cento.
  • Os dados são da pesquisa PNAD Contínua: Educação 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgados em 19 de junho de 2026.
  • Entre maiores de 60 anos, há desigualdades: mulheres 13,7% vs 14,1% homens; pretos/pardos 20,6% vs brancos 7,3%; fora desse grupo, 25 a 29 não têm interesse em estudar (25,6%).

O IBGE divulgou a PNAD Contínua: Educação 2025. O estudo aponta 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, o que corresponde a 4,9% da população nessa faixa etária. Os dados ajudam a entender o cenário educacional do país.

Pela primeira vez desde o início da série, em 2016, a taxa ficou abaixo de 5%. Os números foram apresentados na sexta-feira (19.jun.2026) e refletem padrões de leitura e escrita entre diferentes faixas etárias.

A maior parte do analfabetismo ocorre entre pessoas de 60 anos ou mais, que somam 58% do total, ou 4,9 milhões de indivíduos. Entre esse grupo, a taxa entre mulheres é de 13,7%, ligeiramente menor que a dos homens, 14,1%.

Desigualdades por raça e idade

Entre pretos e pardos com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo chega a 20,6%, quase o triplo da de brancos (7,3%). Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo é de 2,6% para 15 a 59 anos.

Ainda nesse recorte etário, mais da metade dos pretos ou pardos com 25 anos ou mais tem ensino médio completo, representando 51,3% desse grupo.

Jovens, abandono e mercado de trabalho

Os maiores índices de abandono escolar ocorrem a partir dos 16 anos, com 18,5% que deixam a escola aos 16, 20,0% aos 17 e 17,6% aos 18 anos. Entre os jovens de 14 a 29 anos, 25,6% não têm interesse em estudar.

Para mulheres de 14 a 29 anos, gravidez e motivos relacionados aparecem entre as principais razões de abandono, com 24,7% citando esse fator e 26,2% mencionando o trabalho como motivação.

Em 2025, o Brasil tinha 46,6 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Deste total, 17,5% não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular e não participavam de qualificação profissional. O índice caiu 4,9 p.p. em relação a 2019, quando 22,4% estavam nessa situação.

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