- Dados da PNAD da Educação, do IBGE, mostram déficit de vagas para bebês e crianças de 0 a 3 anos no Brasil, com maior impacto nas regiões Norte e Nordeste.
- O segundo maior motivo para a não matrícula é a falta de escola ou creche na localidade, ou não aceitação por idade; 28,1% dos bebês de 0 a 1 ano e 33,4% das crianças de 2 a 3 anos mencionaram esse fator.
- No Norte, 35,5% dos bebês e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estão fora da creche por esse motivo; no Nordeste, as porcentagens são 36,1% e 37,2%, respectivamente.
- A maioria das crianças de 0 a 3 anos está fora da creche por decisão dos pais (64,1% de bebês; 57,1% de 2 a 3 anos), embora haja parcela sem vagas disponíveis.
- Na faixa 6 a 14 anos a taxa de escolarização é de 99,5% (aproximadamente 26 milhões de estudantes); entre 18 a 24 anos, é de 31,5% escolarizados, com apenas 24,5% cursando ensino superior e 7,0% ainda na educação básica, deixando a meta de 33% não atingida.
A nova Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) da Educação, divulgada pelo IBGE, aponta déficit de vagas para bebês e crianças de 0 a 3 anos no Brasil. Os dados destacam Norte e Nordeste como as regiões mais impactadas. A divulgação ocorreu na sexta-feira, 19, pelo instituto.
Entre os pequenos, 28,1% dos bebês de 0 a 1 ano e 33,4% de 2 a 3 anos não estavam matriculados por falta de escola ou de vagas, ou pela idade da criança. Esse quadro reflete a carência de oferta de creches e educação infantil nessas faixas etárias.
Região norte e nordeste
No Norte, 35,5% dos bebês de 0 a 1 ano e 44,5% de 2 a 3 anos estavam fora da creche por esse motivo. No Nordeste, as taxas foram de 36,1% e 37,2%, respectivamente. Técnicos do IBGE ressaltam a deficiência de oferta na educação infantil regionalmente.
Ainda assim, a maioria das crianças de 0 a 3 anos permanece fora da creche por opção dos pais ou responsáveis: 64,1% dos bebês e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos. Esse é o motivo mais citado em todas as regiões.
Outras faixas etárias e padrões de acesso
Entre 0 e 1 ano, a menor participação de famílias que mantêm a criança fora por escolha ocorreu no Centro-Oeste, 73,6%, e a maior, no Nordeste, 58,5%. Já para 2 a 3 anos, a maior taxa por opção ficou no Centro-Oeste, 65,5%, com menor no Norte, 49,4%.
A taxa de escolarização de 6 a 14 anos no Brasil é de 99,5%, envolvendo cerca de 26 milhões de estudantes inseridos no sistema. Esse patamar permanece estável desde 2016.
Entre 15 e 17 anos, a escolarização é de 93,2%, estável em relação a 2024. Jovens de 18 a 24 anos enfrentam atraso escolar e evasão, o que compromete metas de educação superior.
Jovens de 18 a 24 anos e metas
A taxa de escolarização de 18 a 24 anos é de 31,5%, semelhante a 2024. Apenas 24,5% desse grupo cursam ensino superior; 7,0% ainda estão na educação básica. A meta de 33% de jovens no ensino superior até 2024 não foi atingida, exceção de alguns grupos.
O estudo destaca a necessidade de reduzir desigualdades no acesso e na conclusão do ensino superior, enfrentar o atraso escolar e melhorar a permanência dos jovens no sistema educacional.
Entre na conversa da comunidade